há 4 semanas

Unitec tem projeções otimistas para 2022

Unitec tem projeções otimistas para 2022

Especial, marcado por transformações, desafios e recomeço. Assim a diretoria da Cooperativa de Trabalho dos Técnicos do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unitec), com sede em Três de Maio, define o ano que está chegando ao fim.

O aniversário de 25 anos de história da cooperativa, completados em 2021, culminou com o avanço da vacinação e, com isso, a retomada dos eventos presenciais, o que fez voltar, aos poucos, a rotina de trabalho dos associados.

“Este ano foi o início da retomada da rotina que tínhamos antes da pandemia, sendo marcado pelo recomeço das ações coletivas, foco principal de muitos associados da Unitec”, destaca o presidente da cooperativa, Marcelino Colla.

A vice-presidente, Izabel Cristina Dalemolle, comenta que o ano que está findando foi, também, de muitas adaptações, com novas formas de atuação profissional para atender as necessidades dos clientes.

“2021 foi positivo pelo fato de ter sido um ano de muitas ações e trabalhos desenvolvidos pelo quadro de associados da cooperativa, que voltaram quase que à normalidade de antes da pandemia”, acrescenta o diretor de finanças, Fábio Luis Dalla Vechia.

Transformações e conquistas
Frente aos desafios de se adaptar às novas necessidades dos clientes, em um ambiente competitivo e com muitas possibilidades, a Unitec realizou algumas mudanças em sua estrutura.

Dentre elas, conforme o diretor secretário, Luiz Marcos Thomas, está a mudança estatutária, que permitiu a inclusão de novas funções e atividades profissionais. “Estendemos para algumas classes que não tínhamos ainda, e isso foi importante porque conseguimos diversificar o leque de serviços oferecidos, ampliando as áreas. E também passamos a permitir associação de empresas, o que fez com que a Unitec passasse a gerenciar empresas”, complementa.

Colla ressalta que neste ano também ocorreu a consolidação no trabalho prestado à distância, que iniciou em algumas áreas em 2020. “Atribuo isso à visibilidade que a Unitec vem tendo. Neste ano, em que completamos 25 anos de história, apostamos em estratégias que comunicaram e divulgaram a marca da Unitec de forma mais intensa”, celebra.

Dalla Vechia enfatiza que, dentre as principais conquistas do ano, o ingresso de novos associados e a retomada das atividades presenciais foram essenciais. “Isto porque o formato de trabalho presencial possibilita uma maior troca de conhecimento e experiências, em virtude das conexões que são criadas em cada ação desenvolvida pelos associados e também porque todas as interações acabam motivando todos os envolvidos, principalmente o associado.”

O presidente da Unitec destaca que, em função da pandemia, muitas ações e eventos foram realizados de forma virtual. O que, para ele, permitiu que continue sendo possível manter uma relação mais próxima, mesmo virtualmente, com os associados, que, em virtude da distância física, muitas vezes não conseguiam participar dos eventos presenciais.

Metas para 2022
Colla diz estar confiante que 2022 será um ótimo ano de trabalho. “Pretendemos manter o crescimento, tendo os associados trabalhando plenamente o ano todo, bem como fortalecer convênios e buscar mais parceiros.”

Izabel acrescenta que as metas da cooperativa para o próximo ano visam ampliar os contratos de trabalho, divulgando as soluções dos associados. “Também buscaremos a renovação dos contratos atuais, reforçaremos as ações de comunicação e marketing que divulgam o trabalho dos cooperados e intensificaremos as visitas em empresas e instituições públicas para divulgar os serviços da Unitec.”

“Nosso maior desafio é continuar nos reinventando constantemente em um mercado de trabalho que demanda uma evolução permanente. Para 2022, vamos continuar crescendo nas áreas aonde atuamos, fortalecendo a marca Unitec e divulgando as ações desenvolvidas, buscando atingir ainda mais clientes por meio das modalidades on-line e à distância. Estamos otimistas para 2022”, finaliza a diretoria.
 

Texto e foto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999


há 1 mês

PANCs são alternativas saudáveis e de ótima qualidade nutricional para consumo, destaca associada da Unitec

PANCs são alternativas saudáveis e de ótima qualidade nutricional para consumo, destaca associada da Unitec

Provavelmente você já ouviu falar nas Plantas Alimentícias Não Convencionais. O termo PANC, criado em 2008 pelo biólogo e professor Valdely Ferreira Kinupp, se refere às plantas típicas de determinadas regiões, com crescimento espontâneo, habitualmente cultivadas na agricultura familiar de povos mais tradicionais, para consumo próprio.

O consumo das PANCs, embora seja difundido nas instituições de pesquisa, na imprensa, em agendas políticas e nas conversas corriqueiras sobre a megabiodiversidade brasileira, ainda é pouco feito com objetivos práticos de valoração e uso real desta riqueza biológica. A informação é da nutricionista Marjana de Mattos Favin, associada da Unitec.

Segundo ela, a definição de alimentação muda de acordo com o conhecimento da população sobre alimentação saudável e seus benefícios, e a procura por um estilo de vida saudável tende a levar as pessoas a buscarem diferentes formas de alimentação, considerando a funcionalidade e sustentabilidade. Diante disso, são perceptíveis mudanças profundas nas últimas décadas, levando o indivíduo ao retorno à vida natural.

“As plantas alimentícias não convencionais serviram para o sustento do homem desde a idade da pedra, e com o passar do tempo e o estilo de vida acelerado, os possíveis consumidores não encontram tempo disponível para colhê-las. Estas plantas se tornaram desconhecidas devido ao crescimento do consumo e o fácil acesso a alimentos industrializados. Porém, a maioria das pessoas não as reconhece, resultando no desuso, falta de produção e comércio. Estas plantas são recursos alimentares não convencionais que, quando consumidas, favorecem a autonomia das famílias e garantem soberania e segurança alimentar e nutricional”, explica.

A nutricionista destaca que as PANCs poderiam fazer parte do cardápio de consumo diário. Contudo, a falta de conhecimento leva a caracterização dessas plantas como ervas daninhas. “Deste modo, é essencial incentivar a produção e o uso dessas plantas, fazendo com que sejam consumidas pelas pessoas tanto na cidade como no campo, pois o aumento do consumo das PANCs pode favorecer a melhora da condição nutricional de indivíduos desfavorecidos economicamente nas áreas urbanas e rurais, em diferentes regiões do Brasil. Como forma de desenvolvimento sustentável, as tecnologias para o consumo de PANCs reduzem o desperdício de alimentos, aumentando o combate à fome e ampliando a obtenção de produtos funcionais”, acrescenta Marjana.

In natura ou refogadas: o preparo das principais PANCs
Marjana reforça que as PANCs podem ser inseridas para o consumo na alimentação de forma in natura, refogadas, na panificação, em doces e entre outras formas de preparo, tendo como partes comestíveis folhas, frutos, pólen, botões florais, flores, medula caulinar, raízes e sementes.

A associada da Unitec lista as cinco espécies de plantas não convencionais mais citadas nos trabalhos de pesquisa, cada uma com seus benefícios, valor nutricional e uso medicamentoso. Confira:

Beldroega (Portulacaleracea): Flores, ramos, sementes e folhas são comestíveis e podem ser consumidas cruas ou cozidas. Suas sementes podem ser substitutas da chia e do gergelim e os brotos são utilizados em saladas de decorações comestíveis. Excelente fonte de ômega 3, betacaroteno e vitamina C, possui ação antioxidante como anti-inflamatória diurética e vermífuga.

Capuchinha (Tropaeolum majus): Suas folhas, ramos foliares novos e flores comestíveis são aromáticos e de leve picância, podendo ser consumidos como condimento de carnes e outros alimentos, ou também como saladas cruas, cozidas e ensopadas. Suas folhas são utilizadas no tratamento de tosse, hemorroidas, diarreia e também como antiácido.

Língua-de-vaca (Rumex obtusifolius): Suas folhas podem ser consumidas cozidas, cruas ou em preparo de refogados, purês, cremes verdes e sopas. As folhas podem ser usadas para cicatrização de feridas, além de tratamentos gastrointestinais. As raízes apresentam potencial diurético e possuem elevado teor de zinco, magnésio, ferro, potássio e proteína.

Mastruz (Coronopusdidymus): São consumidas as folhas e ramos, semelhantes à mostarda, na produção de tempero, tanto cruas ou cozidas. Outras partes comestíveis são as flores e os frutos. São fonte de potássio e fósforo, além de possuir maior teor de mineral do que demais hortaliças convencionais. Contêm fibras, proteínas, lipídeos, carboidratos, vitamina C e betacaroteno e possuem óleos essenciais, que agem como antibiótico natural, além de outras finalidades medicinais.

Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata): Folhas, frutos e flores podem ser consumidos crus ou cozidos no preparo de saladas, refogados, sopas, omeletes e tortas, além de enriquecer pães, bolos e massas. A mucilagem presente nessa planta pode substituir o ovo em algumas preparações. Já os frutos podem ser usados em geleias, doces e sucos. As folhas têm alta palatabilidade, elevado teor de mucilagem e alto valor nutritivo e apresentam também 25% de proteína de alta qualidade. Possui aminoácidos essenciais como a lisina, em maior teor que a couve, espinafre e a alface, sendo rica também em ferro, magnésio, vitamina A, vitamina B9, triptofano, zinco e fibra.

“As PANCs são plantas de ótima qualidade nutricional, oferecendo um complemento alimentar rico. Apesar do baixo consumo e conhecimento sobre seus benefícios pela população, a inserção e popularização destas plantas na alimentação, na agricultura e na indústria, podem contribuir para a mudança do padrão de consumo, ajudar na conquista da autonomia, na preservação da biodiversidade e da cultura local”, finaliza a associada da Unitec.
 

Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Foto: Divulgação