há 1 mês

Turismo rural proporciona experiências memoráveis criadas por meio de vivências, sabores e saberes encontrados no meio rural

Turismo rural proporciona experiências memoráveis criadas por meio de vivências, sabores e saberes encontrados no meio rural

Conexão com a natureza, tranquilidade e belas paisagens, aliadas a experiências memoráveis criadas por meio de vivências, sabores e saberes encontrados no meio rural. É isso que o turismo rural - um setor que está em ascensão - proporciona.

A avaliação é da turismóloga Cristiane Maia Tolotti, associada da Unitec. Residente em Guaíba, é instrutora do Senar-RS e atua no Programa Turismo Rural.

Segundo Cristiane, o crescimento do setor se intensificou, especialmente, no período pós-pandemia. “Percebemos uma circulação de turistas em busca de lugares que proporcionem vivências rurais únicas e acolhedoras.”

Nesse sentido, ela cita o Relatório Global de Tendências de Viagens 2026, intitulado “The Whycation: Travel’s New Starting Point” (O Porquê das Férias: Um Novo Ponto de Partida para Viajar), lançado pela Hilton Worldwide, gigante global da hospitalidade presente em 139 países e territórios.

“O documento revelou que o futuro das viagens não começa mais com o ‘onde’, mas com o ‘por quê’. Ou seja, o foco se desloca do destino para o sentido”, afirma.

A pesquisa, realiza com 14 mil viajantes em 14 países, incluindo o Brasil, mostra que 56% das pessoas viajam para descansar e 73% buscam experiências fluidas, leves, com conexão humana real.

“O luxo, antes medido pelo número de estrelas do hotel, agora é medido pela quantidade de paz interior que cabe na mala. Ou seja, o turismo está deixando de ser uma atividade de consumo e se transformando em uma atividade de consciência”, destaca.

Programa Turismo Rural do Senar-RS impulsiona a criação de novos negócios rurais
Com 19 anos de atuação no setor de turismo e eventos, Cristiane é associada à Unitec desde 2023 e tornou-se instrutora do Senar-RS em 2024, atuando no Programa Turismo Rural. Atualmente, conduz o programa em dez municípios de diferentes regiões do Estado.

O programa tem como objetivo identificar e implantar negócios de turismo rural ambientalmente corretos, alinhados às habilidades e vocações do produtor e da sua família, possibilitando a diversificação e o aumento da renda na propriedade.

A instrutora explica que são 220 horas de formação, divididas em nove módulos que abordam conteúdos voltados a identificar e desenvolver produtos, atrativos e experiências turísticas, agregando novas oportunidades de renda às propriedades.

“Trabalhamos também o resgate e a valorização da identidade local, proporcionando reconhecimento através dos turistas. Os módulos envolvem temas como acolhimento, hospedagem, gastronomia, desenvolvimento de trilhas ecológicas, comercialização de produtos da agricultura familiar e artesanato, além da gestão dos empreendimentos turísticos”, detalha Cristiane.

A turismóloga afirma que o que mais aprecia nas atividades que ministra é a oportunidade de contribuir para a mudança de percepção das pessoas em relação ao turismo, mostrando possibilidades reais de agregar valor às propriedades.

“Ver a transformação das pessoas e dos lugares onde vivem é muito gratificante. É muito mais do que simplesmente criar produtos e atrativos turísticos: é fazer com que as famílias se sintam valorizadas pelo trabalho que realizam no campo.”

Portaria do Ministério do Turismo regulamenta a inclusão de agricultores familiares e produtores rurais no Cadastur
Em setembro, durante a Expointer, o turismo rural eu um importante passo com a publicação de uma portaria do Ministério do Turismo que tornou o Rio Grande do Sul pioneiro na implementação do Cadastur (sistema de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor de turismo (sistema de cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor de turismo) para produtores rurais.

A iniciativa tem como base a Lei nº 14.978/2024, que atualizou a Lei Geral do Turismo, e permite que os agricultores familiares e produtores rurais ofereçam atividades turísticas, como hospedagem rural, alimentação e bebidas, comercialização de produtos, visitas e vivências nas propriedades rurais, de forma complementar à atividade principal. Isso garante que não haja descaracterização da condição de produtor rural para fins legais, mantendo seus direitos e benefícios fiscais e previdenciários.

Interessados em participar do Programa Turismo Rural do Senar-RS devem procurar o Sindicato Rural de seu município ou região.


Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Fotos: Divulgação

 


há 2 meses

Associado da Unitec ministra consultoria sobre boas práticas de coleta e transporte de leite

Associado da Unitec ministra consultoria sobre boas práticas de coleta e transporte de leite

Garantir a qualidade do leite, desde a ordenha até a chegada à indústria, é essencial para a segurança alimentar e para a valorização do produto. Com o objetivo de orientar transportadores sobre procedimentos corretos que asseguram a integridade e a qualidade do alimento, o Senar-RS oferece a consultoria Boas Práticas de Coleta e Transporte de Leite.

A atividade é desenvolvida pelo associado Tarso Quedi Palma, engenheiro agrônomo residente em Palmeira das Missões. Ele explica que o trabalho é realizado com transportadores de leite vinculados a laticínios.

A capacitação, com carga horária de oito horas, é teórico-prática. “Na teoria, abrangemos todas as etapas de como coletar e transportar o leite, seguindo as normas das Instruções Normativas 76 e 77. Na prática, observamos o resultado de uma amostra por meio do teste do Alizarol (análise para verificar se o leite está normal, ácido ou alcalino)”, explica Tarso.

Desafios dos transportadores
Conforme Tarso, os transportadores de leite têm um papel fundamental na manutenção da qualidade do produto desde a fazenda até o laticínio. E os desafios são muitos, tanto técnicos quanto relacionados à gestão e ao cumprimento das normas sanitárias.

Um dos principais é a manutenção da cadeia do frio. “O leite precisa ser mantido a temperaturas de 2ºC a 4ºC desde a coleta até a chegada ao laticínio. Demoras no percurso, atrasos nas coletas e falta de monitoramento da temperatura aumentam a contagem bacteriana e o risco de rejeição do leite.”

Outro aspecto é a higienização dos tanques e equipamentos. Limpeza inadequada pode causar contaminações cruzadas. Os transportadores devem manter rotinas rigorosas de limpeza e sanitização e conhecer os produtos de limpeza alcalinos, ácidos e sanitizantes utilizados.

O setor também exige rastreabilidade do leite, como origem, produtor, horário de coleta, temperatura e amostras. Assim, é necessário que os profissionais se adaptem à digitalização para garantir registros confiáveis.

Rotas longas e estradas em más condições são desafios frequentes. Por isso, é importante manter regularidade no horário de chegada às propriedades.

O associado da Unitec destaca que muitos problemas ocorrem durante a coleta das amostras, como falta de homogeneização do leite antes da coleta, uso de frascos ou conservantes inadequados e transporte de amostras fora da temperatura ideal.

Segundo a normativa, os transportadores devem participar de, no mínimo, duas capacitações por ano.

‘O transportador é um agente de qualidade do leite, representando a empresa diante do produtor e do laticínio’
Para Tarso, o transportador não é apenas um motorista. Ele é um agente de qualidade do leite, representando a empresa diante do produtor e do laticínio. Por isso, deve compreender os requisitos de qualidade, higiene e conservação, operar corretamente mangueiras, bombas e termômetros, dominar os procedimentos de coleta de amostras, saber agir diante de imprevistos e prezar pela pontualidade e pela do leite.

Também é essencial que atue com honestidade e transparência, mantenha boa comunicação e tenha postura cordial. Além disso, deve apresentar-se com uniformes limpos, manter boa higiene pessoal, realizar a lavagem correta dos utensílios e zelar pela qualidade do produto.

“A importância dos transportadores dentro da cadeia leiteira é tão grande quanto a do produtor. De nada adianta o produtor trabalhar corretamente para garantir a qualidade do leite se o transportador realizar a coleta de forma inadequada”, afirma.

Ao finalizar, o profissional destaca que a qualidade desejada pelo consumidor depende do “Tripé da Qualidade do Leite”: produtor, transportador e indústria. “Todos precisam fazer a sua parte, sempre observando a legislação.”

Engenheiro agrônomo com 43 anos de experiência, Tarso atuou por 20 anos com grãos em cooperativas de produção e, há 23 anos, dedica-se ao setor leiteiro. Integra a Unitec, prestando serviços ao Senar-RS há 12 anos, e é credenciado nas consultorias Manejo da Ordenha e Qualidade do Leite, Nutrição do Gado Leiteiro e Boas Práticas de Coleta e Transporte do Leite. Também atua no Programa Leitec, em consultorias pelo Programa PISA (Produção Integrada em Sistemas Agropecuários) e em consultorias de Ordenha e Qualidade do Leite.

Interessados em participar dos eventos do Senar-RS devem procurar o Sindicato Rural de seu município ou região.


Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Fotos: Divulgação

 


há 2 meses

Aferição do sistema de ordenha e resfriamento do leite previne falhas, preserva a saúde do rebanho e assegura leite de melhor qualidade

Aferição do sistema de ordenha e resfriamento do leite previne falhas, preserva a saúde do rebanho e assegura leite de melhor qualidade

Manter a ordenhadeira em perfeitas condições é fundamental para quem busca qualidade e produtividade na atividade leiteira. A aferição periódica do equipamento ajuda a prevenir falhas, preservar a saúde do rebanho e assegurar leite de melhor qualidade.

A Unitec oferece este serviço em seu portfólio, desenvolvido pelo associado Dunga Denilson de Moura, de Três de Maio. Técnico em Agropecuária e acadêmico de Agronomia, ele explica que a aferição do sistema geral da ordenhadeira e resfriamento do leite consiste em uma verificação detalhada, realizada com aparelhos específicos para essa finalidade.

“São medidos os níveis de vácuo - tanto em litros/minutos quanto em quilopascal (kPa) - na linha de vácuo e no conjunto de teteiras, além da verificação dos níveis de pulsação, sucção e massagem. Quando é identificado algum problema, busca-se realizar os ajustes necessários. Também é feita a medição da temperatura do leite no resfriador e, quando preciso, os devidos acertos. Além disso, verifica-se a calibração dos detergentes alcalino e ácido conforme o pH da água”, detalha.

O profissional, que realiza este trabalho há cinco anos, destaca que é feito um diagnóstico completo do sistema, com orientações sobre possíveis ajustes ou adequações quando algo não está conforme o padrão. 

“A aferição é importante porque garante a qualidade do leite, previne mastite e lesões nos tetos das vacas, aumenta o conforto e bem-estar animal, evita perdas de produção e descarte de leite, proporciona economia e maior vida útil ao equipamento, além de atender às Instruções Normativas n° 76 e 77 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”, ressalta Dunga.

A recomendação é que a aferição do sistema de ordenha e resfriamento do leite seja realizada a cada seis meses.

Interessados em contratar o serviço podem entrar em contato com a Unitec, localizada na Avenida Santa Rosa, 301, em Três de Maio, ou pelo telefone/WhatsApp (55) 3535-2052.


Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Fotos: Divulgação

 


há 2 meses

Unitec desenvolve curso para gestantes

Unitec desenvolve curso para gestantes

A gestação é um período de intensas transformações físicas, emocionais e sociais. Cada etapa traz descobertas e desafios, e estar bem informada faz toda a diferença para viver esse momento com mais tranquilidade e confiança.

Por isso, é essencial preparar as gestantes, oferecendo informações, suporte emocional e ferramentas práticas para que vivam a gestação de forma saudável e confiante.

Pensando nisso, a Unitec oferece o curso “Gestante - Esperar e Cuidar”, um espaço de aprendizado e troca de experiências que auxilia futuras mães e futuros pais a se prepararem para o parto, os cuidados com o bebê e a nova rotina que se inicia com a chegada de um filho.

A capacitação conta com cinco encontros, com duração de uma hora e meia cada, e proporciona momentos de aprendizado prático e acolhimento, abordando aspectos relacionados ao parto e ao pós-parto.

Com práticas de autocuidado, exercícios e técnicas de relaxamento, o curso promove a saúde física e emocional, estimula a conexão entre mãe e bebê desde a gestação e traz orientações sobre cuidados com o recém-nascido.

A atividade é conduzida pelas associadas Adriane Kleinpaul, Fabiele Beckert e Katia Schneider. Neste ano, elas desenvolveram o curso com duas turmas no município de Augusto Pestana.

A cada encontro, uma temática
Cada encontro aborda uma temática específica, conforme a área de atuação de cada profissional. Entre os assuntos abordados estão: fisioterapia obstétrica; cuidados com anestesia, banho e vestimenta no recém-nascido e pintura de barriga; nutrição na gestação; amamentação e saúde mental na gestação e no pós-parto.

A enfermeira Adriane conta que é uma grande satisfação poder auxiliar as gestantes neste momento tão importante. “Gostei muito do desafio, de fazer novas amizades e levar mais informações. Deixar as gestantes e seus companheiros mais tranquilos é gratificante. O grupo interagiu e foi assíduo nos encontros.”

Ela ressalta que a iniciativa do município de Augusto Pestana é muito significativa. “Que os demais municípios possam aderir ao projeto, pois é preciso desmistificar muitas informações e auxiliar os futuros papais e mamães.”

A nutricionista Fabiele ministra dois encontros, com foco na alimentação durante a gestação e a amamentação. Segundo ela, as gestantes e seus familiares demonstraram grande interesse nos assuntos abordados, por se tratarem de questões essenciais ao desenvolvimento dos bebês.

“Os cuidados com a alimentação na gestação, tanto para a mãe quanto para o bebê, são fundamentais. Escolhas inadequadas podem causar doenças, enquanto uma alimentação equilibrada auxilia o desenvolvimento ao longo dos nove meses. Após o nascimento, a amamentação segue sendo essencial para o bebe e para a mãe.”

Fabiele destaca que o retorno foi positivo, pois ainda há muitas dúvidas e inseguranças em relação aos temas tratados. “Foi possível esclarecer de forma simples, acessível a todos os participantes.”

A psicóloga Kátia destaca que, em seu encontro, abordou a importância do cuidado com a mente, o corpo e o espírito. “Trabalhei com as gestantes sobre a importância da saúde mental durante a gestação e o pós-parto, como lidar melhor com o estresse e tomar decisões equilibradas diante de tantas mudanças, medos e dúvidas. A saúde mental é parte essencial do cuidado que a mãe oferecerá ao bebê.”

Conforme a profissional, o suporte emocional na gestação e no pós-parto é fundamental para que a experiência seja positiva e saudável, fortalecendo o vínculo entre mãe e bebê. “Ser mãe é uma jornada cheia de amor e também de desafios, e a maternidade perfeita não existe. O curso ajuda as mamães a compreender melhor as mudanças e desafios que surgem em cada fase da gestação e da maternidade.”

‘Curso garante que as gestantes terão todas as orientações necessárias para a vinda do tão esperado bebê, estando aptas e mais seguras para realizar os cuidados necessários para o desenvolvimento do recém-nascido’
Para a secretária municipal de Saúde, Fernanda Bortolini Haas, levando em consideração a importância de conscientizar e capacitar as gestantes do município sobre esse período tão significativo de suas vidas, é fundamental prepará-las para a chegada do bebê. Neste sentido, a equipe de saúde considera essencial que profissionais qualificados, que não estão em contato direto, ou seja, acompanhando o pré-natal dessas gestantes, realizem a capacitação.

“Dessa forma, iremos assegurar que nossas gestantes recebam todas as orientações necessárias para a vinda do tão esperado bebê, ficando mais seguras e aptas a realizar os cuidados indispensáveis ao desenvolvimento do recém-nascido”, afirma.

Ela explica que o curso de gestantes é destinado às gestantes do município de Augusto Pestana, como uma das ações preconizadas pelo Programa Estadual Rede Bem Cuidar, cujo foco em 2024/2025 é o público materno-paterno-infantil.

A avaliação do curso ministrado pelas profissionais da Unitec também é positiva, considerando o retorno recebido das participantes. “As profissionais são dinâmicas e demonstraram conhecimento técnico nas áreas abordadas”, finaliza Fernanda.

Interessados em contratar o treinamento podem entrar em contato com a Unitec, localizada na Avenida Santa Rosa, 301, em Três de Maio, ou pelo telefone/WhatsApp (55) 3535-2052.


Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Fotos: Divulgação

 


há 3 meses

Entre a arte e a técnica, cursos de costura promovem conhecimento integrado

Entre a arte e a técnica, cursos de costura promovem conhecimento integrado

A criação de peças do vestuário é, ao mesmo tempo, arte e técnica: envolve criatividade, sensibilidade e também precisão. A afirmação é da instrutora do Senar-RS Astrid Gohlke Balz, associada da Unitec. Ela conta que, nos cursos que ministra, trabalha o processo de criação de peças desde o início, passando pela modelagem, corte e confecção.

Astrid é instrutora há dois anos e está credenciada a ministrar cursos de artesanato: Bordados à Mão, Confecção Básica do Vestuário Feminino, Confecção Básica do Vestuário Masculino, Introdução à Costura e Transformação das Peças do Vestuário e Patchwork.

A profissional detalha que o processo começa com a escolha do modelo, momento em que cada participante pode expressar sua identidade e estilo. Em seguida, passa-se à modelagem, etapa essencial para transformar a ideia em formas que se ajustam ao corpo, respeitando medidas e proporções. 

O corte do tecido, segundo ela, exige atenção e técnica, pois é nele que o molde ganha vida e se prepara para ser costurado. Na sequência, vem a costura propriamente dita, onde cada ponto une partes e constrói a peça, exigindo dedicação, paciência, técnica e prática.

“Durante o curso, o aprendizado vai além da técnica. Buscamos desenvolver a autonomia, a criatividade e a autoestima de cada participante, mostrando que a costura é um caminho tanto para a produção de peças únicas quanto para geração de renda”, destaca.

O resultado é um processo completo de criação, do risco no papel à peça finalizada, com acabamento e identidade própria. A modelagem, o corte e a costura ensinados unem tradição e inovação, fazendo de cada participante não apenas um executor de técnicas, mas um criador de possibilidades.

Criatividade e técnica
Conforme Astrid, nos cursos de confecção básica do vestuário, por exemplo, a criatividade e a técnica são trabalhadas de forma integrada. A técnica garante a base necessária para a execução correta das etapas, desde a modelagem, o corte e a costura até o acabamento das peças. Já a criatividade abre espaço para a experimentação, a escolha de cores, tecidos, combinações e a transformação de ideias em produtos únicos.

“O processo de aprimoramento ocorre de maneira gradual: as participantes aprendem a dominar os fundamentos técnicos, adquirindo segurança na costura, no uso da máquina de costura e nos procedimentos básicos de modelagem e corte. Em seguida, são incentivadas a explorar possibilidades criativas, desenvolvendo soluções próprias, adaptando moldes e aplicando estilos pessoais”, revela.

Ao longo do curso, a prática contínua permite que técnica e criatividade se fortaleçam mutuamente, resultando em peças de vestuário cada vez mais bem elaboradas e originais.

“Esse equilíbrio promove não apenas a evolução do aprendizado, mas também o fortalecimento da autoestima e da autonomia das participantes, que passam a perceber-se como criadoras capazes de transformar tecidos em vestuário com identidade própria.”

Capacitações são marcadas por dedicação e superação das participantes
A instrutora afirma que os cursos de costura oferecidos pelo Senar-RS têm alcançado um público diversificado, composto majoritariamente por mulheres de diferentes faixas etárias. Participam jovens interessadas em adquirir conhecimentos básicos de corte, modelagem e costura, bem como mulheres adultas e idosas que buscam aprimorar habilidades já existentes ou iniciar uma nova atividade.

Grande parte das participantes é moradora de áreas rurais e comunidades do interior, muitas delas donas de casa, agricultoras ou trabalhadoras, que veem na costura uma oportunidade de complementar a renda familiar, produzir peças para uso próprio e, em alguns casos, iniciar pequenos empreendimentos.

O aspecto mais gratificante nos cursos, principalmente nos de confecção básica do vestuário, é acompanhar a evolução das participantes. “Desde os primeiros contatos com a máquina de costura e a insegurança inicial até a realização da primeira peça concluída, observa-se um processo de transformação marcado por dedicação e superação.”

Outro ponto de destaque, conforme a instrutora, é a troca de experiências entre as participantes, que enriquece as aulas e cria um ambiente de colaboração e apoio mútuo. “É motivador perceber como o aprendizado adquirido se reflete em aumento da autoestima, valorização pessoal e abertura de novas possibilidades de geração de renda. Esses elementos tornam o curso não apenas uma formação técnica, mas também uma oportunidade de desenvolvimento humano e social.”

Resgate da confecção e das máquinas de costura
A profissional acrescenta a importância do resgate da confecção e das máquinas de costura. “A produção das peças por nossas mães e avós - atividade que se perdeu com a indústria da moda - e o resgate das máquinas de costura guardadas no fundo do baú constituem um aspecto significativo dos cursos. Essa prática valoriza tradições e memórias familiares, ao mesmo tempo em que possibilita às participantes desenvolver habilidades técnicas, criatividade e autonomia.

Além disso, o aproveitamento dessas máquinas históricas reforça a sustentabilidade e a economia de recursos, promovendo a confecção de peças com qualidade e identidade própria. “Dessa forma, o resgate une passado e presente, consolidando a costura como uma atividade relevante tanto para o fortalecimento da cultura local quanto para a geração de oportunidades de renda”, finaliza Astrid.

Interessados em participar dos cursos do Senar-RS devem procurar o Sindicato Rural de seu município ou região.


Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Fotos: Divulgação