há 3 meses

Cadeia leiteira regional mobiliza setor e impulsiona preparativos para a Expo Terneira 2026

Cadeia leiteira regional mobiliza setor e impulsiona preparativos para a Expo Terneira 2026

Encontro inédito realizado em Três de Maio reuniu produtores, indústrias, entidades e lideranças para discutir os desafios e oportunidades de uma das atividades mais importantes da economia regional

 

A primeira edição do Dia Mundial do Leite realizada em Três de Maio confirmou a força e a importância da cadeia produtiva leiteira para o desenvolvimento da região Fronteira Noroeste. Promovido no dia 1º de junho, no Parque de Exposições Germano Dockhorn, o evento reuniu produtores rurais, indústrias, cooperativas, entidades, técnicos, estudantes e representantes do poder público em um grande encontro voltado à valorização de um dos setores mais relevantes da economia regional.

A iniciativa foi organizada pelo APL Leite Fronteira Noroeste, FUNCAP, APIL, SINDILAT, EMATER/RS-Ascar, AMUFRON, Prefeitura de Três de Maio, SEBRAE e demais entidades parceiras, reunindo representantes de todos os elos da cadeia produtiva, desde a produção nas propriedades rurais até a industrialização, transporte, assistência técnica e comercialização.

Além de celebrar o Dia Mundial do Leite, o encontro teve como objetivo promover o diálogo sobre os desafios e as perspectivas da atividade, fortalecendo a integração entre os diferentes setores envolvidos.

Segundo o coordenador do evento e associado da UNITEC, o engenheiro agrônomo Onairo Sanches, a ampla participação dos diferentes segmentos foi um dos principais resultados alcançados.

"Foi um evento muito produtivo, com participação expressiva de produtores e representantes de todos os elos da cadeia produtiva. O leite não depende de apenas um setor. É preciso que produtores, indústrias, assistência técnica, transporte, entidades e poder público trabalhem juntos para fortalecer a atividade."

Onairo destaca ainda que a proposta terá continuidade nos próximos anos.

"A ideia é que o Dia Mundial do Leite se mantenha como um evento itinerante da região da AMUFRON. Em 2027, a próxima edição acontecerá em Santo Cristo, município que hoje se destaca entre os maiores produtores de leite do Estado."

Debates sobre o futuro da atividade

A programação foi estruturada em torno de três grandes temas: as perspectivas para o setor leiteiro, a sucessão familiar nas propriedades rurais e o papel da região como importante produtora de leite para abastecimento de outras partes do país.

Os painéis reuniram especialistas, produtores, representantes de indústrias, entidades e lideranças regionais para discutir os desafios atuais e as oportunidades para o fortalecimento da atividade.

Entre os participantes esteve o engenheiro agrônomo e professor da SETREM, Rodrigo Danielowski, vice-presidente da Expo Terneira 2026, que ressaltou a importância da atualização técnica e da troca de experiências promovidas pelo evento.

"Esse tipo de evento traz informação para atualizar produtores, técnicos e todas as pessoas envolvidas na cadeia produtiva do leite. Principalmente, contribui para melhorar a eficiência dos sistemas produtivos e fortalecer a sustentabilidade da atividade."

Segundo Rodrigo, mesmo diante das oscilações enfrentadas pelo mercado nos últimos anos, o leite continua sendo uma importante fonte de estabilidade econômica para milhares de famílias rurais.

"O leite segue sendo uma receita mensal importante para muitas propriedades. Em períodos de dificuldades na produção de grãos, por exemplo, a atividade tem contribuído significativamente para a manutenção das famílias no campo."

Uma atividade que movimenta toda a economia regional

Para a presidente da UNITEC e presidente da Expo Terneira 2026, Izabel Dalemolle, o resultado do encontro confirmou a relevância econômica e social da cadeia leiteira para a região.

"O evento foi excelente e ocorreu dentro das expectativas de público e de participação das entidades envolvidas. Conseguimos reunir representantes do setor público e privado que atuam nas diferentes etapas da cadeia produtiva do leite, fortalecendo o diálogo e a integração entre todos os envolvidos."

Izabel ressalta que a produção leiteira movimenta uma extensa rede econômica que vai muito além das propriedades rurais.

"Quando falamos em leite, falamos também de insumos, equipamentos, assistência técnica, transporte, indústria e comércio. É uma atividade que gera renda, empregos e desenvolvimento para toda a região."

A dirigente destaca ainda que a Fronteira Noroeste possui uma característica singular: produz mais leite do que consome, abastecendo outras regiões do Brasil por meio de uma cadeia produtiva completa, que transforma a matéria-prima em diversos produtos presentes no dia a dia das famílias.

100 dias para a Expo Terneira 2026

O encontro também marcou a aproximação da Expo Terneira 2026, que será realizada de 9 a 13 de setembro, em Três de Maio. A feira chega à marca simbólica dos 100 dias para sua realização, intensificando as ações de divulgação e mobilização da comunidade regional.

Segundo a presidente da UNITEC e presidente da Expo Terneira 2026, Izabel Cristina Dalemolle, os trabalhos de organização seguem em andamento, envolvendo entidades parceiras, expositores e voluntários.

"A programação está bastante diversificada, buscando envolver os diferentes setores que fazem parte da economia de Três de Maio e da região."

A UNITEC estará presente mais uma vez no espaço compartilhado com o Sindicato Rural e o Senar-RS, promovendo atividades voltadas à comunidade. Entre as ações já confirmadas estão oficinas sobre produção de suculentas e enfrentamento à violência contra a mulher.

Além disso, a cooperativa será responsável por oficinas de derivados lácteos no espaço Mundo do Leite, iniciativa que busca aproximar o meio urbano da realidade do campo e demonstrar como o leite produzido nas propriedades rurais é transformado em alimentos consumidos diariamente.

"Queremos mostrar às pessoas como o leite que sai da propriedade rural chega à mesa das famílias na forma de queijos, iogurtes e tantos outros derivados. É uma forma de valorizar o trabalho dos produtores e aproximar o consumidor da origem dos alimentos que fazem parte do seu dia a dia", destaca Izabel.

 

 Josiane Pimentel | Jornalista | MTB 13678/RS  

Jonas Santos | Fotógrafo


há 3 meses

Dia Mundial do Leite vai reunir cadeia produtiva regional em Três de Maio

Dia Mundial do Leite vai reunir cadeia produtiva regional em Três de Maio

No próximo dia 1º de junho, o Parque de Exposições Germano Dockhorn, em Três de Maio, será palco de um grande encontro voltado à valorização da atividade leiteira regional. Pela primeira vez realizado no município, o evento alusivo ao Dia Mundial do Leite deve reunir cerca de 600 participantes entre produtores, indústrias, entidades, cooperativas, técnicos, estudantes, lideranças e representantes do poder público.

Com programação ao longo de todo o dia, o encontro vai debater os desafios e as perspectivas da cadeia produtiva do leite, abordando temas como sucessão familiar, mercado, consumo, industrialização e o futuro da atividade na região Fronteira Noroeste.

A realização é conjunta entre entidades ligadas ao setor, como APL Leite Fronteira Noroeste, FUNCAP, APIL, SINDILAT, EMATER/RS-Ascar, AMUFRON, Prefeitura de Três de Maio e SEBRAE, além do apoio de diversas instituições e empresas parceiras.

Segundo um dos organizadores do evento, Onairo Sanchez, a proposta é fortalecer a integração entre todos os elos da cadeia produtiva.

“Vai estar toda a cadeia do leite representada. Os produtores vão falar no evento, a indústria, os produtores de insumos, transporte, caminhões de transporte de leite, poder público e entidades. Não é apenas um elo que faz o leite acontecer. É preciso que todos trabalhem juntos para que a atividade leiteira tenha um bom resultado na nossa região”, destaca.

O evento também marca o início de uma proposta itinerante dentro da região da AMUFRON. A edição de 2027 já está confirmada para o município de Santo Cristo.

Produção leiteira movimenta a economia regional

Atual presidente da Unitec e presidente da edição 2026 da Expo Terneira, Izabel Cristina Dalemolle ressalta que a atividade leiteira impacta diretamente diversos setores econômicos da região.

“A atividade leiteira movimenta muitos setores da economia, desde a indústria de insumos, equipamentos, sementes, medicamentos e tecnologia, até o processamento e a industrialização do leite. Toda essa cadeia produtiva está presente aqui na nossa região.”

Izabel também destaca que Três de Maio possui forte relevância na industrialização do leite, especialmente pela atuação de empresas locais que transformam a matéria-prima em diferentes produtos consumidos em todo o Brasil.

“Nós produzimos mais leite do que consumimos aqui. Somos uma região produtora para abastecer outras partes do país. O leite produzido aqui se transforma em inúmeros produtos que fazem parte da vida das pessoas diariamente.”

Além das discussões técnicas e econômicas, o evento pretende aproximar a comunidade do entendimento sobre a importância do leite e seus derivados na alimentação, na geração de renda e no desenvolvimento regional.

Programação reúne painéis e debates sobre o futuro do setor

A programação inicia às 8h com recepção aos participantes e segue com três grandes painéis temáticos:

  • Painel 01 - Perspectiva do Setor Leiteiro: Leite do Futuro
  • Painel 02 - Sucessão Familiar: Produtor do Futuro
  • Painel 03 - Leite Fronteira Noroeste: Alimentando o Brasil

Os debates contarão com especialistas, representantes de entidades, produtores, indústrias e lideranças ligadas ao agronegócio e ao desenvolvimento regional.

Durante o evento também será realizado o lançamento do Concurso Produtor de Leite Destaque Amufron e da programação oficial da Expo Terneira 2026, que acontecerá em setembro, em Três de Maio.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia.

 

  Josiane Pimentel | Jornalista | MTB 13678/RS  


há 8 meses

Mercado de geleias artesanais cresce e alia tradição e inovação

Mercado de geleias artesanais cresce e alia tradição e inovação

A valorização do que é feito à mão, o resgate de receitas tradicionais e a inovação em sabores, embalagens e formas de comercialização têm impulsionado o crescimento do mercado de geleias artesanais.

O produto combina herança cultural e criatividade, além de carregar memórias afetivas. Unindo tradição e inovação, esse segmento vem se fortalecendo, agregando valor à produção local e conquistando consumidores em busca de autenticidade.

A profissional Izabel Cristina Dalemolle, associada da Unitec, destaca que as geleias artesanais carregam o encanto do trabalho manual, muitas vezes remetendo a receitas de família e técnicas passadas de geração em geração.

“O mercado de geleias artesanais está crescendo e se transformando. Ele une a tradição da produção caseira com as inovações que atendem às demandas de um público cada vez mais exigente. Esse setor, que se limitava a pequenos produtores e vendas locais, tornou-se um exemplo de como tradição e modernidade podem coexistir e desenvolver oportunidades de negócios”, adianta.

Instrutora do Senar-RS no curso Processamento de Frutas, no qual é ensinada a produção de geleias, Izabel acrescenta que a qualidade dos ingredientes, frequentemente cultivados localmente e de forma sustentável, aliada ao cuidado no preparo, são atributos que diferenciam esses produtos das opções industrializadas. 

“O consumidor valoriza o sabor autêntico, as texturas naturais e a conexão emocional com um produto que parece ter sido preparado especialmente para ele. Com ingredientes frescos e criatividade, as geleias artesanais vêm conquistando um espaço cada vez maior no paladar e no bolso dos brasileiros, se consolidando como um nicho promissor dentro do mercado de alimentos gourmet e sustentáveis”, destaca.

Para Izabel, o interesse por produtos com apelo de origem, menor industrialização e sabor diferenciado está diretamente ligado à valorização de ingredientes regionais e à busca dos consumidores por uma alimentação mais natural. Muitos produtores utilizam frutas da estação, adquiridas de agricultores locais, aproveitam cascas e partes menos valorizadas dos alimentos e evitam conservantes artificiais.

Segundo a profissional, embora a tradição seja essencial no mercado de produtos artesanais, é a inovação que vem garantindo seu crescimento e relevância. “Novos sabores, combinações inusitadas e ingredientes diferenciados estão mudando a percepção do consumidor. Geleias com pimenta, ou até mesmo rum e vinho, são exemplos de como os produtores estão ousando ao explorar esse mercado.”

Outro aspecto inovador, na avaliação de Izabel, são embalagens sofisticadas e sustentáveis, utilizadas para atrair um público mais consciente e disposto a investir em produtos premium.

“O marketing também se beneficia de inovações tecnológicas, como vendas on-line, marketplaces especializados e estratégias de marketing digital que aproximam produtores e consumidores em escala global. Essa digitalização permite que pequenas marcas artesanais alcancem mercados antes inacessíveis, mantendo a essência e o cuidado do trabalho artesanal”, pontua.

Ainda, segundo ela, outro aspecto importante no crescimento do mercado de geleias artesanais é a mudança no comportamento do consumidor, que busca produtos mais saudáveis e naturais.

No Brasil, conforme estimativas da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), o consumo médio de geleia é de cerca de 300 gramas por pessoa ao ano. Já no Sul do país, esse consumo per capita é mais elevado do que a média nacional, chegando a aproximadamente um quilo por habitante ao ano.


Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Fotos: Divulgação

 


há 8 meses

Um ano de resultados, um olhar para o futuro e a chegada dos 30 anos

Um ano de resultados, um olhar para o futuro e a chegada dos 30 anos

Ao encerrar mais um ano de trabalho, a Cooperativa de Trabalho dos Técnicos do Noroeste do Rio Grande do Sul (Unitec) faz um balanço dos resultados alcançados, dos desafios superados e dos aprendizados construídos ao longo de 2025.

Conforme a presidente da cooperativa, Izabel Cristina Dalemolle, mais que avaliar números e projetos, o momento também convida a olhar para frente, pois 2026 marcará a celebração dos 30 anos de história da Unitec. O marco reforça o compromisso com a evolução contínua, a solidez das parcerias e a confiança no futuro.

Ao analisar o ano de 2025, ela destaca que um dos principais desafios foi a atualização técnica contínua, já que, em todas as áreas de atuação dos associados, as mudanças acontecem de forma acelerada, impulsionada pelo surgimento de novas tecnologias e pelas novas demandas dos clientes. “Os profissionais precisam desenvolver habilidades multidisciplinares, que envolvem não apenas o conhecimento técnico, mas também gestão, comunicação, didática, ética profissional e visão de sustentabilidade”, acrescenta.

Entre as conquistas do período, Izabel ressalta o fortalecimento do uso das redes sociais, com o objetivo de promover uma aproximação mais ágil e eficiente com os associados. Segundo ela, ao longo do ano foi dada atenção especial ao relacionamento com associados, lembrando dos aniversários e das datas comemorativas das profissões. Também foi intensificada a divulgação dos serviços da cooperativa por meio das redes sociais, WhatsApp e visitas.

“Com a organização do banco de dados dos associados, reunindo suas especialidades e portfólio de serviços oferecidos, foi possível ampliar e agilizar a divulgação dos trabalhos para nossos clientes externos, que incluem pessoas físicas, cooperativas, empresas, Senar, Sescoop, Instituições públicas, financeiras, de ensino e de pesquisa”, enfatiza.

O ano de 2025 também marcou o 29º aniversário da cooperativa, celebrado com destaque para o envolvimento dos associados e os resultados econômicos positivos alcançados.

Sobre as metas para o próximo ano, a presidente da Unitec evidencia que 2026 será marcado pela comemoração dos 30 anos da cooperativa. “Vamos continuar fortalecendo as ações internas, com o objetivo de promover o desenvolvimento profissional dos associados, e ampliar as ações externas para divulgar as soluções oferecidas para os clientes pelos cooperados”, finaliza.

A Unitec conta com mais de 200 associados, com atuação em todo o Brasil, que oferecem um amplo portfólio de serviços, como cursos, consultorias, assessorias, palestras, assistência técnica, oficinas e workshops. As atividades abrangem as áreas de administração, agricultura, agroindústria e alimentação, artesanato, educação, máquinas e equipamentos, meio ambiente, pecuária, saúde, segurança do trabalho e turismo. 
 

Foto 1 - Associados presentes na confraternização de fim de ano da Unitec, em 20 de dezembro

Fotos 2 e 3 - Reunião de planejamento da cooperativa, realizada em dezembro


Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Fotos: Divulgação


há 9 meses

De participante a instrutor, e de aluno a tutor

De participante a instrutor, e de aluno a tutor

A educação, aliada à qualificação profissional no meio rural, transforma rotinas e amplia oportunidades. Entre essas histórias está a de Odirlei Costa, associado da Unitec, que iniciou sua trajetória como participante de cursos do Senar-RS, avançou como aluno e hoje atua como instrutor e tutor da instituição.

Seu percurso na entidade ilustra como a formação continuada pode redefinir caminhos no campo, despertando habilidades e promovendo encontros que mudam rumos.

Em um intervalo de alguns anos, Odirlei percorreu novamente esse caminho, desta vez não mais como participante e aluno, mas como instrutor e tutor, devolvendo ao campo parte do conhecimento recebido.

De porteiras abertas para o aprendizado, conheceu o Senar-RS ao participar de cursos ainda durante a graduação em Engenharia Florestal. Ele conta que o primeiro curso realizado foi o de Reflorestamento. “Participei desse curso e, depois, sempre que tive oportunidade, fiz outros. Desde aquela época também realizo cursos pela plataforma EaD do Senar”, relata.

Anos depois, em 2016, Odirlei soube da oferta do Curso Técnico em Agronegócio da Rede e-Tec Brasil no Senar em Cruz Alta, e passou a integrar a primeira turma. “Fiquei sabendo da oferta por e-mail, pois já realizava os cursos na plataforma EaD do Senar. Recebi a informação sobre o início das inscrições, me inscrevi, fui aprovado e iniciamos as aulas em março de 2016. A formatura ocorreu em março de 2018”, lembra.

Alguns anos após a conclusão do curso, o egresso retornou às mesmas salas de aula, desta vez como tutor, compartilhando o conhecimento adquirido.

Educação e capacitação que transformam e fazem a diferença no campo
Odirlei foi credenciado no Senar-RS no fim de 2022 e iniciou a atuação como instrutor no início de 2023. “Já no primeiro curso que realizei na faculdade, em que o instrutor era o hoje colega engenheiro florestal Roberto Magnos Ferron, despertou o interesse em, um dia, também me tornar instrutor”, recorda.

Atualmente, ele ministra os cursos Básico de GPS - Sistema de Posicionamento Global, Cadastro Ambiental Rural (CAR), Educação Ambiental, Fruticultura - Tecnologia de Poda, Jardinagem, Implantação do Pomar e Tratos Culturais e Reflorestamento.

Ele define como gratificante o trabalho como instrutor. “O compartilhamento do conhecimento com os participantes durante os cursos é uma realização pessoal e profissional. A troca de experiências proporciona desenvolvimento coletivo e aprimoramento das habilidades pessoais.”

Segundo ele, ser instrutor credenciado no Senar-RS traz um sentimento de propósito, por contribuir de forma positiva com as pessoas atendidas pelos cursos.

Na sala de aula, a oportunidade de compartilhar conhecimento e experiência
Junto à instrutoria, veio o convite para atuar como tutor presencial no polo de Cruz Alta, no mesmo curso do qual é egresso. No segundo semestre de 2023, cinco anos após a formatura, Odirlei iniciou a atuação como tutor presencial no polo e passou a ministrar as unidades curriculares Assessoria, Consultoria e Inovação no Agronegócio e Planejamento da Produção e Sustentabilidade do Agronegócio.

Para Odirlei, ser tutor representa a oportunidade de compartilhar conhecimento e experiência na área rural, contribuindo para o desenvolvimento profissional de alunos e para o fortalecimento do setor agropecuário. 

Ele destaca que ter sido aluno da primeira turma do Curso Técnico em Agronegócio e retornar como tutor é reviver uma história marcada por amizades e aprendizado profissional, agora transmitido aos novos alunos que trilham o mesmo caminho em busca de novas realizações.

Evolução que é motivo de orgulho e motivação
O também tutor presencial do Senar no polo de Cruz Alta Marcelino Colla foi professor de Odirlei ao longo do curso e foi o docente homenageado na formatura.

Ele, que presta serviços ao Senar-RS desde a criação da entidade, há 33 anos, recorda que a primeira turma do Curso Técnico em Agronegócio em Cruz Alta foi marcada pela diversidade de profissionais, vindos de vários municípios, o que enriquecia o debate sobre o agronegócio e promovia grande engajamento dos alunos, como no caso de Odirlei.

Para Colla, ver o ex-aluno hoje como colega no Senar-RS e na Unitec é motivo de satisfação. “Vê-lo atuando como instrutor e tutor é a concretização do que foi prospectado. Ter um egresso do curso contribuindo com a formação de novos profissionais é a realização de um professor, pois vemos o conhecimento sendo multiplicado.” 

“Ter ex-alunos evoluindo é um combustível! Me enche de energia para continuar transmitindo aquilo em que acredito. É motivador, e assim também seguimos evoluindo”, completa. Atualmente, Colla atua no curso como tutor na orientação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC).

A presidente da Unitec, Izabel Cristina Dalemolle, também instrutora do Senar-RS, destaca que é gratificante acompanhar a evolução profissional de um associado.

“Essa trajetória não é apenas um marco pessoal e profissional para o Odirlei, mas uma inspiração para todos. Estamos sempre aprendendo, e essa evolução traz novas experiências e conhecimentos que beneficiam a coletividade”, ressalta.

O supervisor regional do Senar-RS Diego da Silva Coimbra, afirma que acompanha o trabalho de Odirlei desde o início de sua atuação na instituição. “Já fui instrutor em outras épocas e conheço os desafios da profissão. Ele é um instrutor diferenciado, pois atua com profissionalismo e dedicação, trazendo técnicas, informações e desenvolvendo novas habilidades nas pessoas que participam de seus cursos”, finaliza.

Odirlei reside em Horizontina e é engenheiro florestal e engenheiro agrônomo, com especialização em Gerenciamento Ambiental. Também é técnico em Agronegócio, técnico em Administração e, atualmente, é estudante do Curso Técnico em Fruticultura no Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria.


Texto e fotos: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999