há 1 semana

UNITEC reafirma compromisso com o cooperativismo ao participar das comemorações dos 20 anos da Unicafes-RS

UNITEC reafirma compromisso com o cooperativismo ao participar das comemorações dos 20 anos da Unicafes-RS

A trajetória da Cooperativa de Trabalho UNITEC está diretamente ligada à construção e ao fortalecimento do cooperativismo da agricultura familiar no Rio Grande do Sul. Essa história foi novamente evidenciada durante as comemorações dos 20 anos da Unicafes-RS (União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Rio Grande do Sul), realizadas nos dias 18 e 19 de junho, em Vila Flores.

Representando a cooperativa, o diretor financeiro e sócio-fundador da UNITEC, José Álvaro Souza Pacheco, participou da programação comemorativa, que reuniu cooperativas, lideranças, entidades parceiras e autoridades estaduais para celebrar duas décadas de atuação da entidade.

Durante o evento, a UNITEC recebeu uma placa de reconhecimento pela parceria construída ao longo dessa trajetória, reforçando seu papel entre as cooperativas que ajudaram a consolidar a Unicafes desde seus primeiros passos.

Uma história construída desde a fundação

A relação entre a UNITEC e a Unicafes-RS começou antes mesmo da criação oficial da entidade.

Segundo Pacheco, representantes da cooperativa participaram das reuniões, plenárias e discussões que deram origem à organização, ainda em 2005, contribuindo para que a proposta se transformasse em realidade em 2006.

"Participamos das reuniões que organizaram a fundação da Unicafes. Desde então, seguimos acompanhando esse crescimento e contribuindo sempre que possível. Fazer parte dessa história é motivo de orgulho para a UNITEC."

Ao longo desses 20 anos, a cooperativa manteve presença ativa nas assembleias, encontros e debates promovidos pela entidade, fortalecendo o cooperativismo como ferramenta de desenvolvimento econômico e social.

Uma parceria que fortalece a agricultura familiar

Hoje, a Unicafes-RS reúne 74 cooperativas de diferentes ramos e representa cerca de 200 mil famílias agricultoras no estado, atuando na defesa da agricultura familiar, da economia solidária e do desenvolvimento sustentável.

Para a UNITEC, integrar esse sistema significa ampliar oportunidades de geração de conhecimento, assistência técnica e desenvolvimento das cooperativas.

A cooperativa é, inclusive, um caso singular dentro da federação.

A UNITEC é a única cooperativa de prestação de serviços filiada à Unicafes-RS, levando assistência técnica especializada para cooperativas, agricultores familiares e diversas organizações ligadas ao sistema cooperativista.

"A Unicafes representa muito bem os interesses da agricultura familiar. Nós prestamos serviços para cooperativas e produtores dentro desse sistema, e essa representatividade é fundamental para fortalecer todo o setor", destaca Pacheco.

Reconhecimento coletivo

Durante as comemorações, o presidente da Unicafes-RS, Gervásio Plucinski, destacou que a história da entidade foi construída pela união entre pessoas, cooperativas e organizações que acreditaram na força da cooperação.

"A homenagem pertence a todas as cooperativas, dirigentes, agricultores e agricultoras que construíram essa história conosco. Nada do que conquistamos ao longo dessas duas décadas teria sido possível de forma isolada", afirmou.

Na mesma ocasião, a Unicafes-RS também recebeu da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul a Medalha da 56ª Legislatura, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à agricultura familiar, ao cooperativismo e à economia solidária.

Cooperar para transformar

Fundada em 1996, a UNITEC nasceu da iniciativa de profissionais que acreditavam na cooperação como forma de ampliar oportunidades e levar conhecimento técnico ao campo.

Hoje, com mais de 200 cooperados especialistas e atuação em diferentes áreas, a cooperativa mantém o compromisso de fortalecer pessoas, organizações e comunidades por meio da assistência técnica, consultorias, capacitações e projetos de desenvolvimento.

Participar da celebração dos 20 anos da Unicafes-RS reforça esse propósito e evidencia que, quando diferentes organizações caminham juntas, os resultados alcançam milhares de famílias e contribuem para um desenvolvimento mais sustentável, inclusivo e cooperativo.

Josiane Pimentel | Jornalista | MTB 13678/RS  


há 2 semanas

Cooperativismo fortalece carreiras e impulsiona desenvolvimento profissional há 30 anos na UNITEC

Cooperativismo fortalece carreiras e impulsiona desenvolvimento profissional há 30 anos na UNITEC

Associados destacam oportunidades, segurança, gestão democrática e crescimento coletivo proporcionados pelo modelo cooperativista

 

Em um período em que o cooperativismo é celebrado em todo o mundo, a trajetória da UNITEC demonstra como a cooperação pode gerar oportunidades, fortalecer carreiras e impulsionar o desenvolvimento profissional. Ao completar 30 anos de atuação, a cooperativa reúne histórias de associados que encontraram na união de conhecimentos um caminho para crescer, ampliar oportunidades e construir resultados coletivos.

Fundada em 1996, a UNITEC nasceu da iniciativa de profissionais que acreditavam na força da cooperação para ampliar oportunidades de trabalho e qualificar a prestação de serviços. Três décadas depois, a cooperativa reúne especialistas de diversas áreas, atuando em projetos, treinamentos, consultorias e assistência técnica em diferentes regiões do país.

Para o engenheiro agrônomo Paulo Cesar da Rosa, associado há 23 anos, fazer parte da cooperativa foi uma das decisões mais importantes de sua trajetória profissional.

“Foi a melhor coisa que eu poderia ter feito na minha carreira”, afirma.

Segundo ele, além de proporcionar novas oportunidades de atuação, a cooperativa oferece suporte administrativo e contábil que garante mais segurança e organização aos profissionais.

“A UNITEC permitiu que eu me concentrasse no meu trabalho, enquanto toda a parte burocrática é conduzida de forma organizada. Isso traz tranquilidade, segurança e planejamento para o futuro”, destaca.

Paulo também ressalta que a atuação coletiva fortalece a credibilidade dos profissionais perante o mercado.

“Conseguimos acessar oportunidades e contratos importantes porque fazemos parte de uma organização estruturada, reconhecida pela qualidade e pela excelência dos serviços prestados.”

A mesma percepção é compartilhada por Marcos Haerter, técnico em agropecuária e associado desde 1999. Para ele, um dos maiores diferenciais da cooperativa está no espírito de colaboração entre os associados.

“É um ajudando e indicando o outro. Em muitos momentos, a força está justamente na união.”

Ao longo de quase três décadas de atuação, Marcos ampliou sua rede de contatos, expandiu sua área de atuação e acompanhou a evolução do setor agropecuário, sempre contando com o apoio da cooperativa.

“Se fosse para escolher novamente, eu me associaria à UNITEC outra vez. Já tive oportunidades de seguir outros caminhos, mas permaneci pela parceria, pela amizade, pela rede de contatos e pela ajuda que encontramos dentro da cooperativa.”

Mais do que uma estrutura de trabalho compartilhado, a UNITEC busca colocar em prática os princípios que orientam o cooperativismo. Para a presidente da cooperativa, Izabel Cristina Dalemolle, a equidade é um dos valores centrais dessa construção.

“A essência da cooperativa é a equidade. A cooperativa busca garantir que todos os associados tenham acesso às mesmas oportunidades e benefícios, respeitando a participação e a atuação de cada um.”

Segundo ela, a gestão democrática está presente no dia a dia da organização por meio das assembleias, reuniões de conselho e da participação ativa dos associados nas decisões da cooperativa.

“A participação econômica, a transparência e o envolvimento dos cooperados fazem parte da nossa forma de gestão. Os resultados são construídos coletivamente e retornam aos associados de forma justa.”

Ao longo de seus 30 anos de história, a UNITEC consolidou um modelo baseado nos princípios do cooperativismo: adesão livre e voluntária, gestão democrática, participação econômica dos membros, autonomia e independência, educação, formação, intercooperação e interesse pela comunidade.

Mais do que um modelo de organização, o cooperativismo demonstra que o desenvolvimento profissional pode ser fortalecido pela colaboração. Uma trajetória construída por muitas mãos e que segue mostrando que crescer junto continua sendo o melhor caminho.

Josiane Pimentel | Jornalista | MTB 13678/RS  

Daniele Rossi | Assessoria de Comunicação


há 1 mês

Cadeia leiteira regional mobiliza setor e impulsiona preparativos para a Expo Terneira 2026

Cadeia leiteira regional mobiliza setor e impulsiona preparativos para a Expo Terneira 2026

Encontro inédito realizado em Três de Maio reuniu produtores, indústrias, entidades e lideranças para discutir os desafios e oportunidades de uma das atividades mais importantes da economia regional

 

A primeira edição do Dia Mundial do Leite realizada em Três de Maio confirmou a força e a importância da cadeia produtiva leiteira para o desenvolvimento da região Fronteira Noroeste. Promovido no dia 1º de junho, no Parque de Exposições Germano Dockhorn, o evento reuniu produtores rurais, indústrias, cooperativas, entidades, técnicos, estudantes e representantes do poder público em um grande encontro voltado à valorização de um dos setores mais relevantes da economia regional.

A iniciativa foi organizada pelo APL Leite Fronteira Noroeste, FUNCAP, APIL, SINDILAT, EMATER/RS-Ascar, AMUFRON, Prefeitura de Três de Maio, SEBRAE e demais entidades parceiras, reunindo representantes de todos os elos da cadeia produtiva, desde a produção nas propriedades rurais até a industrialização, transporte, assistência técnica e comercialização.

Além de celebrar o Dia Mundial do Leite, o encontro teve como objetivo promover o diálogo sobre os desafios e as perspectivas da atividade, fortalecendo a integração entre os diferentes setores envolvidos.

Segundo o coordenador do evento e associado da UNITEC, o engenheiro agrônomo Onairo Sanches, a ampla participação dos diferentes segmentos foi um dos principais resultados alcançados.

"Foi um evento muito produtivo, com participação expressiva de produtores e representantes de todos os elos da cadeia produtiva. O leite não depende de apenas um setor. É preciso que produtores, indústrias, assistência técnica, transporte, entidades e poder público trabalhem juntos para fortalecer a atividade."

Onairo destaca ainda que a proposta terá continuidade nos próximos anos.

"A ideia é que o Dia Mundial do Leite se mantenha como um evento itinerante da região da AMUFRON. Em 2027, a próxima edição acontecerá em Santo Cristo, município que hoje se destaca entre os maiores produtores de leite do Estado."

Debates sobre o futuro da atividade

A programação foi estruturada em torno de três grandes temas: as perspectivas para o setor leiteiro, a sucessão familiar nas propriedades rurais e o papel da região como importante produtora de leite para abastecimento de outras partes do país.

Os painéis reuniram especialistas, produtores, representantes de indústrias, entidades e lideranças regionais para discutir os desafios atuais e as oportunidades para o fortalecimento da atividade.

Entre os participantes esteve o engenheiro agrônomo e professor da SETREM, Rodrigo Danielowski, vice-presidente da Expo Terneira 2026, que ressaltou a importância da atualização técnica e da troca de experiências promovidas pelo evento.

"Esse tipo de evento traz informação para atualizar produtores, técnicos e todas as pessoas envolvidas na cadeia produtiva do leite. Principalmente, contribui para melhorar a eficiência dos sistemas produtivos e fortalecer a sustentabilidade da atividade."

Segundo Rodrigo, mesmo diante das oscilações enfrentadas pelo mercado nos últimos anos, o leite continua sendo uma importante fonte de estabilidade econômica para milhares de famílias rurais.

"O leite segue sendo uma receita mensal importante para muitas propriedades. Em períodos de dificuldades na produção de grãos, por exemplo, a atividade tem contribuído significativamente para a manutenção das famílias no campo."

Uma atividade que movimenta toda a economia regional

Para a presidente da UNITEC e presidente da Expo Terneira 2026, Izabel Dalemolle, o resultado do encontro confirmou a relevância econômica e social da cadeia leiteira para a região.

"O evento foi excelente e ocorreu dentro das expectativas de público e de participação das entidades envolvidas. Conseguimos reunir representantes do setor público e privado que atuam nas diferentes etapas da cadeia produtiva do leite, fortalecendo o diálogo e a integração entre todos os envolvidos."

Izabel ressalta que a produção leiteira movimenta uma extensa rede econômica que vai muito além das propriedades rurais.

"Quando falamos em leite, falamos também de insumos, equipamentos, assistência técnica, transporte, indústria e comércio. É uma atividade que gera renda, empregos e desenvolvimento para toda a região."

A dirigente destaca ainda que a Fronteira Noroeste possui uma característica singular: produz mais leite do que consome, abastecendo outras regiões do Brasil por meio de uma cadeia produtiva completa, que transforma a matéria-prima em diversos produtos presentes no dia a dia das famílias.

100 dias para a Expo Terneira 2026

O encontro também marcou a aproximação da Expo Terneira 2026, que será realizada de 9 a 13 de setembro, em Três de Maio. A feira chega à marca simbólica dos 100 dias para sua realização, intensificando as ações de divulgação e mobilização da comunidade regional.

Segundo a presidente da UNITEC e presidente da Expo Terneira 2026, Izabel Cristina Dalemolle, os trabalhos de organização seguem em andamento, envolvendo entidades parceiras, expositores e voluntários.

"A programação está bastante diversificada, buscando envolver os diferentes setores que fazem parte da economia de Três de Maio e da região."

A UNITEC estará presente mais uma vez no espaço compartilhado com o Sindicato Rural e o Senar-RS, promovendo atividades voltadas à comunidade. Entre as ações já confirmadas estão oficinas sobre produção de suculentas e enfrentamento à violência contra a mulher.

Além disso, a cooperativa será responsável por oficinas de derivados lácteos no espaço Mundo do Leite, iniciativa que busca aproximar o meio urbano da realidade do campo e demonstrar como o leite produzido nas propriedades rurais é transformado em alimentos consumidos diariamente.

"Queremos mostrar às pessoas como o leite que sai da propriedade rural chega à mesa das famílias na forma de queijos, iogurtes e tantos outros derivados. É uma forma de valorizar o trabalho dos produtores e aproximar o consumidor da origem dos alimentos que fazem parte do seu dia a dia", destaca Izabel.

 

 Josiane Pimentel | Jornalista | MTB 13678/RS  

Jonas Santos | Fotógrafo


há 1 mês

Dia Mundial do Leite vai reunir cadeia produtiva regional em Três de Maio

Dia Mundial do Leite vai reunir cadeia produtiva regional em Três de Maio

No próximo dia 1º de junho, o Parque de Exposições Germano Dockhorn, em Três de Maio, será palco de um grande encontro voltado à valorização da atividade leiteira regional. Pela primeira vez realizado no município, o evento alusivo ao Dia Mundial do Leite deve reunir cerca de 600 participantes entre produtores, indústrias, entidades, cooperativas, técnicos, estudantes, lideranças e representantes do poder público.

Com programação ao longo de todo o dia, o encontro vai debater os desafios e as perspectivas da cadeia produtiva do leite, abordando temas como sucessão familiar, mercado, consumo, industrialização e o futuro da atividade na região Fronteira Noroeste.

A realização é conjunta entre entidades ligadas ao setor, como APL Leite Fronteira Noroeste, FUNCAP, APIL, SINDILAT, EMATER/RS-Ascar, AMUFRON, Prefeitura de Três de Maio e SEBRAE, além do apoio de diversas instituições e empresas parceiras.

Segundo um dos organizadores do evento, Onairo Sanchez, a proposta é fortalecer a integração entre todos os elos da cadeia produtiva.

“Vai estar toda a cadeia do leite representada. Os produtores vão falar no evento, a indústria, os produtores de insumos, transporte, caminhões de transporte de leite, poder público e entidades. Não é apenas um elo que faz o leite acontecer. É preciso que todos trabalhem juntos para que a atividade leiteira tenha um bom resultado na nossa região”, destaca.

O evento também marca o início de uma proposta itinerante dentro da região da AMUFRON. A edição de 2027 já está confirmada para o município de Santo Cristo.

Produção leiteira movimenta a economia regional

Atual presidente da Unitec e presidente da edição 2026 da Expo Terneira, Izabel Cristina Dalemolle ressalta que a atividade leiteira impacta diretamente diversos setores econômicos da região.

“A atividade leiteira movimenta muitos setores da economia, desde a indústria de insumos, equipamentos, sementes, medicamentos e tecnologia, até o processamento e a industrialização do leite. Toda essa cadeia produtiva está presente aqui na nossa região.”

Izabel também destaca que Três de Maio possui forte relevância na industrialização do leite, especialmente pela atuação de empresas locais que transformam a matéria-prima em diferentes produtos consumidos em todo o Brasil.

“Nós produzimos mais leite do que consumimos aqui. Somos uma região produtora para abastecer outras partes do país. O leite produzido aqui se transforma em inúmeros produtos que fazem parte da vida das pessoas diariamente.”

Além das discussões técnicas e econômicas, o evento pretende aproximar a comunidade do entendimento sobre a importância do leite e seus derivados na alimentação, na geração de renda e no desenvolvimento regional.

Programação reúne painéis e debates sobre o futuro do setor

A programação inicia às 8h com recepção aos participantes e segue com três grandes painéis temáticos:

  • Painel 01 - Perspectiva do Setor Leiteiro: Leite do Futuro
  • Painel 02 - Sucessão Familiar: Produtor do Futuro
  • Painel 03 - Leite Fronteira Noroeste: Alimentando o Brasil

Os debates contarão com especialistas, representantes de entidades, produtores, indústrias e lideranças ligadas ao agronegócio e ao desenvolvimento regional.

Durante o evento também será realizado o lançamento do Concurso Produtor de Leite Destaque Amufron e da programação oficial da Expo Terneira 2026, que acontecerá em setembro, em Três de Maio.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia.

 

  Josiane Pimentel | Jornalista | MTB 13678/RS  


há 5 meses

Mercado de geleias artesanais cresce e alia tradição e inovação

Mercado de geleias artesanais cresce e alia tradição e inovação

A valorização do que é feito à mão, o resgate de receitas tradicionais e a inovação em sabores, embalagens e formas de comercialização têm impulsionado o crescimento do mercado de geleias artesanais.

O produto combina herança cultural e criatividade, além de carregar memórias afetivas. Unindo tradição e inovação, esse segmento vem se fortalecendo, agregando valor à produção local e conquistando consumidores em busca de autenticidade.

A profissional Izabel Cristina Dalemolle, associada da Unitec, destaca que as geleias artesanais carregam o encanto do trabalho manual, muitas vezes remetendo a receitas de família e técnicas passadas de geração em geração.

“O mercado de geleias artesanais está crescendo e se transformando. Ele une a tradição da produção caseira com as inovações que atendem às demandas de um público cada vez mais exigente. Esse setor, que se limitava a pequenos produtores e vendas locais, tornou-se um exemplo de como tradição e modernidade podem coexistir e desenvolver oportunidades de negócios”, adianta.

Instrutora do Senar-RS no curso Processamento de Frutas, no qual é ensinada a produção de geleias, Izabel acrescenta que a qualidade dos ingredientes, frequentemente cultivados localmente e de forma sustentável, aliada ao cuidado no preparo, são atributos que diferenciam esses produtos das opções industrializadas. 

“O consumidor valoriza o sabor autêntico, as texturas naturais e a conexão emocional com um produto que parece ter sido preparado especialmente para ele. Com ingredientes frescos e criatividade, as geleias artesanais vêm conquistando um espaço cada vez maior no paladar e no bolso dos brasileiros, se consolidando como um nicho promissor dentro do mercado de alimentos gourmet e sustentáveis”, destaca.

Para Izabel, o interesse por produtos com apelo de origem, menor industrialização e sabor diferenciado está diretamente ligado à valorização de ingredientes regionais e à busca dos consumidores por uma alimentação mais natural. Muitos produtores utilizam frutas da estação, adquiridas de agricultores locais, aproveitam cascas e partes menos valorizadas dos alimentos e evitam conservantes artificiais.

Segundo a profissional, embora a tradição seja essencial no mercado de produtos artesanais, é a inovação que vem garantindo seu crescimento e relevância. “Novos sabores, combinações inusitadas e ingredientes diferenciados estão mudando a percepção do consumidor. Geleias com pimenta, ou até mesmo rum e vinho, são exemplos de como os produtores estão ousando ao explorar esse mercado.”

Outro aspecto inovador, na avaliação de Izabel, são embalagens sofisticadas e sustentáveis, utilizadas para atrair um público mais consciente e disposto a investir em produtos premium.

“O marketing também se beneficia de inovações tecnológicas, como vendas on-line, marketplaces especializados e estratégias de marketing digital que aproximam produtores e consumidores em escala global. Essa digitalização permite que pequenas marcas artesanais alcancem mercados antes inacessíveis, mantendo a essência e o cuidado do trabalho artesanal”, pontua.

Ainda, segundo ela, outro aspecto importante no crescimento do mercado de geleias artesanais é a mudança no comportamento do consumidor, que busca produtos mais saudáveis e naturais.

No Brasil, conforme estimativas da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), o consumo médio de geleia é de cerca de 300 gramas por pessoa ao ano. Já no Sul do país, esse consumo per capita é mais elevado do que a média nacional, chegando a aproximadamente um quilo por habitante ao ano.


Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Fotos: Divulgação