há 2 semanas

Mercado de geleias artesanais cresce e alia tradição e inovação

Mercado de geleias artesanais cresce e alia tradição e inovação

A valorização do que é feito à mão, o resgate de receitas tradicionais e a inovação em sabores, embalagens e formas de comercialização têm impulsionado o crescimento do mercado de geleias artesanais.

O produto combina herança cultural e criatividade, além de carregar memórias afetivas. Unindo tradição e inovação, esse segmento vem se fortalecendo, agregando valor à produção local e conquistando consumidores em busca de autenticidade.

A profissional Izabel Cristina Dalemolle, associada da Unitec, destaca que as geleias artesanais carregam o encanto do trabalho manual, muitas vezes remetendo a receitas de família e técnicas passadas de geração em geração.

“O mercado de geleias artesanais está crescendo e se transformando. Ele une a tradição da produção caseira com as inovações que atendem às demandas de um público cada vez mais exigente. Esse setor, que se limitava a pequenos produtores e vendas locais, tornou-se um exemplo de como tradição e modernidade podem coexistir e desenvolver oportunidades de negócios”, adianta.

Instrutora do Senar-RS no curso Processamento de Frutas, no qual é ensinada a produção de geleias, Izabel acrescenta que a qualidade dos ingredientes, frequentemente cultivados localmente e de forma sustentável, aliada ao cuidado no preparo, são atributos que diferenciam esses produtos das opções industrializadas. 

“O consumidor valoriza o sabor autêntico, as texturas naturais e a conexão emocional com um produto que parece ter sido preparado especialmente para ele. Com ingredientes frescos e criatividade, as geleias artesanais vêm conquistando um espaço cada vez maior no paladar e no bolso dos brasileiros, se consolidando como um nicho promissor dentro do mercado de alimentos gourmet e sustentáveis”, destaca.

Para Izabel, o interesse por produtos com apelo de origem, menor industrialização e sabor diferenciado está diretamente ligado à valorização de ingredientes regionais e à busca dos consumidores por uma alimentação mais natural. Muitos produtores utilizam frutas da estação, adquiridas de agricultores locais, aproveitam cascas e partes menos valorizadas dos alimentos e evitam conservantes artificiais.

Segundo a profissional, embora a tradição seja essencial no mercado de produtos artesanais, é a inovação que vem garantindo seu crescimento e relevância. “Novos sabores, combinações inusitadas e ingredientes diferenciados estão mudando a percepção do consumidor. Geleias com pimenta, ou até mesmo rum e vinho, são exemplos de como os produtores estão ousando ao explorar esse mercado.”

Outro aspecto inovador, na avaliação de Izabel, são embalagens sofisticadas e sustentáveis, utilizadas para atrair um público mais consciente e disposto a investir em produtos premium.

“O marketing também se beneficia de inovações tecnológicas, como vendas on-line, marketplaces especializados e estratégias de marketing digital que aproximam produtores e consumidores em escala global. Essa digitalização permite que pequenas marcas artesanais alcancem mercados antes inacessíveis, mantendo a essência e o cuidado do trabalho artesanal”, pontua.

Ainda, segundo ela, outro aspecto importante no crescimento do mercado de geleias artesanais é a mudança no comportamento do consumidor, que busca produtos mais saudáveis e naturais.

No Brasil, conforme estimativas da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), o consumo médio de geleia é de cerca de 300 gramas por pessoa ao ano. Já no Sul do país, esse consumo per capita é mais elevado do que a média nacional, chegando a aproximadamente um quilo por habitante ao ano.


Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Fotos: Divulgação

 


há 1 mês

Um ano de resultados, um olhar para o futuro e a chegada dos 30 anos

Um ano de resultados, um olhar para o futuro e a chegada dos 30 anos

Ao encerrar mais um ano de trabalho, a Cooperativa de Trabalho dos Técnicos do Noroeste do Rio Grande do Sul (Unitec) faz um balanço dos resultados alcançados, dos desafios superados e dos aprendizados construídos ao longo de 2025.

Conforme a presidente da cooperativa, Izabel Cristina Dalemolle, mais que avaliar números e projetos, o momento também convida a olhar para frente, pois 2026 marcará a celebração dos 30 anos de história da Unitec. O marco reforça o compromisso com a evolução contínua, a solidez das parcerias e a confiança no futuro.

Ao analisar o ano de 2025, ela destaca que um dos principais desafios foi a atualização técnica contínua, já que, em todas as áreas de atuação dos associados, as mudanças acontecem de forma acelerada, impulsionada pelo surgimento de novas tecnologias e pelas novas demandas dos clientes. “Os profissionais precisam desenvolver habilidades multidisciplinares, que envolvem não apenas o conhecimento técnico, mas também gestão, comunicação, didática, ética profissional e visão de sustentabilidade”, acrescenta.

Entre as conquistas do período, Izabel ressalta o fortalecimento do uso das redes sociais, com o objetivo de promover uma aproximação mais ágil e eficiente com os associados. Segundo ela, ao longo do ano foi dada atenção especial ao relacionamento com associados, lembrando dos aniversários e das datas comemorativas das profissões. Também foi intensificada a divulgação dos serviços da cooperativa por meio das redes sociais, WhatsApp e visitas.

“Com a organização do banco de dados dos associados, reunindo suas especialidades e portfólio de serviços oferecidos, foi possível ampliar e agilizar a divulgação dos trabalhos para nossos clientes externos, que incluem pessoas físicas, cooperativas, empresas, Senar, Sescoop, Instituições públicas, financeiras, de ensino e de pesquisa”, enfatiza.

O ano de 2025 também marcou o 29º aniversário da cooperativa, celebrado com destaque para o envolvimento dos associados e os resultados econômicos positivos alcançados.

Sobre as metas para o próximo ano, a presidente da Unitec evidencia que 2026 será marcado pela comemoração dos 30 anos da cooperativa. “Vamos continuar fortalecendo as ações internas, com o objetivo de promover o desenvolvimento profissional dos associados, e ampliar as ações externas para divulgar as soluções oferecidas para os clientes pelos cooperados”, finaliza.

A Unitec conta com mais de 200 associados, com atuação em todo o Brasil, que oferecem um amplo portfólio de serviços, como cursos, consultorias, assessorias, palestras, assistência técnica, oficinas e workshops. As atividades abrangem as áreas de administração, agricultura, agroindústria e alimentação, artesanato, educação, máquinas e equipamentos, meio ambiente, pecuária, saúde, segurança do trabalho e turismo. 
 

Foto 1 - Associados presentes na confraternização de fim de ano da Unitec, em 20 de dezembro

Fotos 2 e 3 - Reunião de planejamento da cooperativa, realizada em dezembro


Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Fotos: Divulgação


há 1 mês

De participante a instrutor, e de aluno a tutor

De participante a instrutor, e de aluno a tutor

A educação, aliada à qualificação profissional no meio rural, transforma rotinas e amplia oportunidades. Entre essas histórias está a de Odirlei Costa, associado da Unitec, que iniciou sua trajetória como participante de cursos do Senar-RS, avançou como aluno e hoje atua como instrutor e tutor da instituição.

Seu percurso na entidade ilustra como a formação continuada pode redefinir caminhos no campo, despertando habilidades e promovendo encontros que mudam rumos.

Em um intervalo de alguns anos, Odirlei percorreu novamente esse caminho, desta vez não mais como participante e aluno, mas como instrutor e tutor, devolvendo ao campo parte do conhecimento recebido.

De porteiras abertas para o aprendizado, conheceu o Senar-RS ao participar de cursos ainda durante a graduação em Engenharia Florestal. Ele conta que o primeiro curso realizado foi o de Reflorestamento. “Participei desse curso e, depois, sempre que tive oportunidade, fiz outros. Desde aquela época também realizo cursos pela plataforma EaD do Senar”, relata.

Anos depois, em 2016, Odirlei soube da oferta do Curso Técnico em Agronegócio da Rede e-Tec Brasil no Senar em Cruz Alta, e passou a integrar a primeira turma. “Fiquei sabendo da oferta por e-mail, pois já realizava os cursos na plataforma EaD do Senar. Recebi a informação sobre o início das inscrições, me inscrevi, fui aprovado e iniciamos as aulas em março de 2016. A formatura ocorreu em março de 2018”, lembra.

Alguns anos após a conclusão do curso, o egresso retornou às mesmas salas de aula, desta vez como tutor, compartilhando o conhecimento adquirido.

Educação e capacitação que transformam e fazem a diferença no campo
Odirlei foi credenciado no Senar-RS no fim de 2022 e iniciou a atuação como instrutor no início de 2023. “Já no primeiro curso que realizei na faculdade, em que o instrutor era o hoje colega engenheiro florestal Roberto Magnos Ferron, despertou o interesse em, um dia, também me tornar instrutor”, recorda.

Atualmente, ele ministra os cursos Básico de GPS - Sistema de Posicionamento Global, Cadastro Ambiental Rural (CAR), Educação Ambiental, Fruticultura - Tecnologia de Poda, Jardinagem, Implantação do Pomar e Tratos Culturais e Reflorestamento.

Ele define como gratificante o trabalho como instrutor. “O compartilhamento do conhecimento com os participantes durante os cursos é uma realização pessoal e profissional. A troca de experiências proporciona desenvolvimento coletivo e aprimoramento das habilidades pessoais.”

Segundo ele, ser instrutor credenciado no Senar-RS traz um sentimento de propósito, por contribuir de forma positiva com as pessoas atendidas pelos cursos.

Na sala de aula, a oportunidade de compartilhar conhecimento e experiência
Junto à instrutoria, veio o convite para atuar como tutor presencial no polo de Cruz Alta, no mesmo curso do qual é egresso. No segundo semestre de 2023, cinco anos após a formatura, Odirlei iniciou a atuação como tutor presencial no polo e passou a ministrar as unidades curriculares Assessoria, Consultoria e Inovação no Agronegócio e Planejamento da Produção e Sustentabilidade do Agronegócio.

Para Odirlei, ser tutor representa a oportunidade de compartilhar conhecimento e experiência na área rural, contribuindo para o desenvolvimento profissional de alunos e para o fortalecimento do setor agropecuário. 

Ele destaca que ter sido aluno da primeira turma do Curso Técnico em Agronegócio e retornar como tutor é reviver uma história marcada por amizades e aprendizado profissional, agora transmitido aos novos alunos que trilham o mesmo caminho em busca de novas realizações.

Evolução que é motivo de orgulho e motivação
O também tutor presencial do Senar no polo de Cruz Alta Marcelino Colla foi professor de Odirlei ao longo do curso e foi o docente homenageado na formatura.

Ele, que presta serviços ao Senar-RS desde a criação da entidade, há 33 anos, recorda que a primeira turma do Curso Técnico em Agronegócio em Cruz Alta foi marcada pela diversidade de profissionais, vindos de vários municípios, o que enriquecia o debate sobre o agronegócio e promovia grande engajamento dos alunos, como no caso de Odirlei.

Para Colla, ver o ex-aluno hoje como colega no Senar-RS e na Unitec é motivo de satisfação. “Vê-lo atuando como instrutor e tutor é a concretização do que foi prospectado. Ter um egresso do curso contribuindo com a formação de novos profissionais é a realização de um professor, pois vemos o conhecimento sendo multiplicado.” 

“Ter ex-alunos evoluindo é um combustível! Me enche de energia para continuar transmitindo aquilo em que acredito. É motivador, e assim também seguimos evoluindo”, completa. Atualmente, Colla atua no curso como tutor na orientação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC).

A presidente da Unitec, Izabel Cristina Dalemolle, também instrutora do Senar-RS, destaca que é gratificante acompanhar a evolução profissional de um associado.

“Essa trajetória não é apenas um marco pessoal e profissional para o Odirlei, mas uma inspiração para todos. Estamos sempre aprendendo, e essa evolução traz novas experiências e conhecimentos que beneficiam a coletividade”, ressalta.

O supervisor regional do Senar-RS Diego da Silva Coimbra, afirma que acompanha o trabalho de Odirlei desde o início de sua atuação na instituição. “Já fui instrutor em outras épocas e conheço os desafios da profissão. Ele é um instrutor diferenciado, pois atua com profissionalismo e dedicação, trazendo técnicas, informações e desenvolvendo novas habilidades nas pessoas que participam de seus cursos”, finaliza.

Odirlei reside em Horizontina e é engenheiro florestal e engenheiro agrônomo, com especialização em Gerenciamento Ambiental. Também é técnico em Agronegócio, técnico em Administração e, atualmente, é estudante do Curso Técnico em Fruticultura no Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria.


Texto e fotos: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999

 


há 1 mês

No meio rural, a soldagem é uma habilidade que faz diferença no dia a dia das propriedades

No meio rural, a soldagem é uma habilidade que faz diferença no dia a dia das propriedades

Além das faíscas que chamam atenção em qualquer oficina, a soldagem é uma atividade que combina técnica, concentração e responsabilidade. Utilizada para construir, reparar e transformar estruturas, ela demanda preparo e domínio de equipamentos específicos.

Presente em praticamente todos os setores produtivos, do agronegócio à indústria pesada, a soldagem exige precisão, conhecimento e atenção constante às normas de segurança.

No meio rural, essa habilidade faz diferença no dia a dia das propriedades. Seja na manutenção de implementos agrícolas, na recuperação de cercas e estruturas ou na adaptação de peças, o produtor depende de intervenções rápidas e bem feitas para não comprometer o ritmo do trabalho.

O Senar-RS conta com o curso Soldador Rural, voltado a esta área. O instrutor Marcio Garcia Bugert, associado à Unitec, ministra a capacitação.

Segundo ele, a soldagem no meio rural tem características próprias, pois geralmente ocorre em ambientes abertos, com recursos limitados, peças grandes e necessidade de reparos rápidos. 

“Temos alguns cuidados, técnicas e desafios típicos dessa realidade. As condições ambientais adversas são uma delas: vento, chuva, poeira e terra interferem diretamente na qualidade da solda, e pode ser necessário improvisar barreiras contra vento e sombra. Também podemos encontrar falta de infraestrutura, pois nem sempre há oficina, bancada, proteção contra intempéries ou energia estável. E às vezes depende-se de gerador, que pode fornecer energia irregular”, afirma.

Ele também cita o uso frequente de soluções improvisadas. “Peças de reposição podem estar distantes, levando a adaptações momentâneas. É preciso cuidado para que o provisório não se torne definitivo e inseguro.”

Existe, ainda, o risco de incêndios, pois o campo é rico em palha, pó de grãos, óleo e combustível. “Soldar próximo a materiais secos aumenta o risco de queimadas”, acrescenta.

Outro desafio é a necessidade de reparos urgentes, já que a quebra de máquinas durante plantio ou colheita exigem agilidade, aumentando a pressão pelo conserto rápido, o que pode comprometer a segurança.

Para Márcio, conhecer o tipo de metal a ser soldado, realizar o preparo adequado e respeitar normas técnicas também são pontos críticos para o produtor. Ele reforça que é essencial usar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscara de solda com filtro adequado, luvas, avental de raspa, botina e proteção respiratória quando necessário.

“Outro cuidado fundamental é observar o ambiente de trabalho, evitando riscos como incêndio, queimaduras e inalação de fumos metálicos. Além disso, o soldador deve sempre verificar as condições dos equipamentos utilizados, para garantir segurança adequada durante a execução da tarefa”, ressalta.

Capacitação proporciona transformação prática e imediata, com troca de experiências 
Durante o curso, com duração de 24 horas (três dias), são transmitidos conteúdos como conceitos básicos, equipamentos e EPIs, consumíveis, preparação da junta, técnicas de soldagem, defeitos e correções, segurança e boas práticas para soldagem no meio rural. A parte prática inclui a execução de soldas em chapas de diferentes espessuras e o ajuste de parâmetros conforme o tipo de trabalho.

Sobre o que mais gosta nos cursos que ministra, Márcio destaca a percepção da transformação prática e imediata. “No meio rural, o aprendizado vira resultado muito rápido. O aluno aprende uma técnica e logo está recuperando um implemento, consertando um suporte ou reforçando um chassi. A sensação de utilidade imediata é muito forte, e isso torna o ensino mais gratificante.”

Ele também ressalta a interação com pessoas que aprendem fazendo. Segundo Márcio, os participantes do campo geralmente têm forte senso prático, disposição para ‘botar a mão na massa’ e criatividade para resolver problemas reais. Assim, o aprendizado flui com naturalidade porque a soldagem faz parte do dia a dia deles, mesmo que de forma empírica.

O profissional diz apreciar ainda a troca de experiências reais, quando os participantes trazem histórias do cotidiano, tornando o curso aplicado e enriquecendo o conhecimento de todos.

“Ensinar a prevenir problemas, e não apenas reparar, é muito gratificante. Muita coisa no meio rural quebra por desgaste, falta de reforço estrutural ou soldas antigas mal executadas. Mostrar como identificar pontos de fadiga, como preparar melhor a junta e quando reforçar ao invés de ‘apenas soldar por cima’, ajuda os produtores a economizar tempo e dinheiro.”

Os participantes também desenvolvem criatividade para o improviso, mas com segurança. “É comum que falte ferramenta, peça ou consumível. Ensinar como improvisar com bom senso e como evitar improvisos perigosos é um dos pontos mais interessantes e desafiadores”, relata.

Outro aspecto importante é o senso de comunidade. “Os cursos costumam envolver colegas da mesma região, produtores vizinhos e familiares que trabalham juntos. O clima é acolhedor, e o aprendizado vira quase um encontro de comunidade”, finaliza.

Márcio é engenheiro mecânico e pós-graduado em Engenharia de Produção e Física, com experiência na indústria, nos segmentos de celulose e papel, petroquímica e indústria química.

Reside em Guaíba e ingressou como instrutor do Senar-RS em março de 2024. Além do curso Soldador Rural, está credenciado a ministrar os cursos Eletricista Rural e NR 20 - Segurança e Saúde no Trabalho - Inflamáveis e Combustíveis para Trabalhadores no Meio Rural.

Interessados em participar dos cursos do Senar-RS devem procurar o Sindicato Rural de seu município ou região.


Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Fotos: Divulgação

 


há 2 meses

Unitec conta com serviço de assistência técnica para o controle da qualidade do leite

Unitec conta com serviço de assistência técnica para o controle da qualidade do leite

A assistência técnica voltada ao controle da qualidade do leite desempenha um papel essencial para garantir a segurança alimentar e a valorização da cadeia produtiva.

A Unitec disponibiliza este serviço em seu portfólio. Por meio de orientações especializadas, os produtores recebem suporte para aprimorar práticas de manejo, higiene, armazenamento e transporte, assegurando que o leite chegue às indústrias dentro dos padrões exigidos.

A associada Fernanda Zalamena Golin desenvolve esta atividade. Ela é técnica em Agropecuária, médica veterinária e reside em Tuparendi. Integrante do quadro social da cooperativa desde 2019, ela reforça que o trabalho é realizado em parceria com entidades sérias, que levantam uma lista de produtores com potencial para iniciar o acompanhamento.

“Começamos com mudanças no teste de Contagem de Células Somáticas (CCS) individual, que é um indicador da qualidade do leite e da saúde da glândula mamária da vaca. Ele já nos dá um norte para sabermos quais são os animais mais afetados e que causam impacto maior no tanque”, detalha Fernanda.

Ela afirma que também é acompanhada a ordenha e realizado o teste de CMT (California Mastitis Test), método que diagnostica mastite subclínica em vacas leiteiras, identificando a quantidade de células somáticas no leite. “Após acompanhar o manejo, fazemos algumas alterações na ordenha e na rotina com os animais e, depois disso, avaliamos os resultados”, destaca a profissional.

Segundo a profissional, a região ainda é carente de informações corretas e acessíveis”. “Muitos produtores não crescem e não permanecem na atividade não por falta de vontade, mas por falta de conhecimento. Geralmente, os projetos que realizam envolvem mais ajustes de manejo e rotina do que investimentos em estrutura ou aquisição de animais. Melhoramos o que eles já têm.”

Fernanda conta que, desde o primeiro semestre da faculdade, foi bolsista e atuou em laboratório de pesquisa e em propriedades leiteiras, e nas férias realizava estágios. “Iniciei a carreira trabalhando com vendas, mas meu amor pelo funcionamento das propriedades sempre falou mais alto. Em 2019 fui técnica de campo do Programa Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar, e hoje tenho muita procura de propriedades que não param de crescer e me fazem buscar sempre mais conhecimento”, finaliza.

Interessados em contratar o serviço podem entrar em contato com a Unitec, localizada na Avenida Santa Rosa, 301, em Três de Maio, ou pelo telefone/WhatsApp (55) 3535-2052.
 

Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Fotos: Divulgação