há 2 horas

Unitec apoia inovação na cadeia do leite por meio de participação em Hackathon

Unitec apoia inovação na cadeia do leite por meio de participação em Hackathon

A inovação como caminho para encontrar novas soluções para a atividade leiteira teve a participação da Unitec no 1º Hackathon da Cadeia Produtiva do Leite, realizado durante a Expo Terneira 2026, em Três de Maio. A cooperativa apoiou a participação do associado Cristian Felipe Tischer, engenheiro agrônomo, que integrou a equipe HackaMilk, vencedora do desafio.

A proposta desenvolvida pelo grupo foi uma plataforma de gestão integrada para propriedades leiteiras, reunindo em um único ambiente informações relacionadas à gestão, produção, finanças, serviços e outros aspectos da atividade.

Para Cristian, a experiência foi uma oportunidade de contribuir com o desenvolvimento da cadeia leiteira regional.

“A experiência foi fantástica para nós profissionais que atuamos com a cadeia do leite. É muito gratificante poder contribuir com o desenvolvimento dessa cadeia na nossa região, sabendo do tamanho e da proporção que essa atividade pode atingir.”

Segundo ele, a gestão será cada vez mais importante para o crescimento da atividade.

“Na nossa região tem muita área ainda para o crescimento da atividade leiteira e a gente sabe que isso vai depender cada vez mais da parte de gestão, aonde as propriedades que executarem uma boa gestão vão ter desenvolvimento, crescimento e vão evoluir na atividade.”

Em poucas horas de trabalho, a equipe transformou a ideia em um protótipo. A proposta prevê uma plataforma capaz de centralizar informações da propriedade e utilizar recursos de inteligência artificial para facilitar o registro de dados, além de possibilidades de benchmarking, contratação de serviços, compartilhamento de maquinário e integração entre produtor, transportador e indústria.

A iniciativa também representa uma oportunidade de continuidade. As três equipes vencedoras do Hackathon terão acesso à pré-incubação na SETREM, com mentorias e acompanhamento para desenvolvimento das ideias.

O diretor da SETREM, Antônio Ternes, explica que a instituição viu no evento uma oportunidade de aproximar inovação e conhecimento.

“A SETREM, como instituição com foco na educação de qualidade, enxergou neste evento uma excelente oportunidade de fomento à inovação. Por isso, oferecemos a possibilidade de que todas as ideias de negócio geradas no evento sejam pré-incubadas na nossa Incubadora Tecnológica.”

Ternes destaca ainda que a iniciativa permite aproximar estudantes e empresas de situações reais.

“Com essa atitude, proporcionamos aos nossos estudantes do ensino superior oportunidades de atuação prática na resolução de problemas reais. Por outro lado, as empresas incubadas passam a ter acesso a um conhecimento científico de qualidade, capaz de potencializar e estruturar os seus negócios.”

A realização do Hackathon também contou com a mobilização de diferentes instituições e profissionais ligados à cadeia produtiva. Para o secretário de Gestão Estratégica e Inovação de Três de Maio, Michel Lenz de Souza, iniciativas como essa têm justamente o papel de criar condições para que novas soluções sejam desenvolvidas.

“O papel do poder público não é criar a solução, é criar as condições para que ela aconteça. No hackathon, colocamos lado a lado quem conhece o problema, quem sabe construir e quem pode dar continuidade.”

A programação foi construída a partir de desafios reais da cadeia leiteira e reuniu participantes, mentores e jurados em uma jornada voltada à criação de soluções.

Para a Unitec, apoiar a participação do associado em uma iniciativa como essa representa também estar próxima de movimentos que buscam fortalecer a atividade leiteira e estimular novas possibilidades para quem vive e trabalha no campo.

E, para Cristian, o trabalho está apenas começando.

“A gente está muito ansioso com a continuidade desse projeto e que será primordial então poder acompanhar esse desenvolvimento e, se Deus quiser, tornar esse software em um produto, após a incubação aí na SETREM e o auxílio da SETREM para desenvolver essa ferramenta e então tornar ela aplicável aí na nossa região e disseminada em longa escala no meio da cadeia do leite do Brasil.”

Josiane Pimentel | Jornalista | MTB 13678/RS  


há 5 dias

Conhecimento, cuidado e valorização marcam participação da Unitec na Expo Terneira 2026

Conhecimento, cuidado e valorização marcam participação da Unitec na Expo Terneira 2026

Cooperativa esteve presente em atividades voltadas à cadeia do leite, ao cultivo de plantas e ao fortalecimento das redes de apoio às mulheres

A Expo Terneira 2026 chegou ao fim no último domingo (13), em Três de Maio, depois de cinco dias de programação voltada ao agronegócio, à indústria, ao comércio, aos serviços e à integração com a comunidade. Com o conceito “Mãos que agregam valor”, o evento também abriu espaço para iniciativas de formação, troca de experiências e compartilhamento de conhecimentos.

A Cooperativa Unitec participou da programação com diferentes ações conduzidas por seus cooperados, levando ao público conhecimentos relacionados à cadeia produtiva do leite, ao cultivo de plantas e a uma pauta social de grande relevância: o enfrentamento à violência contra a mulher.

Foram três atividades distintas, mas conectadas por um mesmo propósito: compartilhar conhecimento e contribuir para o desenvolvimento das pessoas e da comunidade.

Do leite à mesa: aprendizado para crianças e adolescentes

No espaço Mundo do Leite, as cooperadas Ana Paula Cecatto e Fabiele Beckert conduziram, durante três dias, a oficina “Industrialização do Leite para Jovens Exploradores”.

A atividade recebeu estudantes das redes municipal, estadual e privada de Três de Maio, com participantes entre 7 e 14 anos. Ao todo, foram realizados dez momentos de oficina, alcançando cerca de 300 estudantes e professores.

A proposta complementou a experiência oferecida pelo Mundo do Leite. Depois de conhecerem diferentes etapas da cadeia produtiva, os estudantes chegaram à oficina para descobrir o que acontece com o leite depois que ele sai da propriedade e como uma mesma matéria-prima pode dar origem a diferentes produtos.

Na atividade, Ana Paula e Fabiele apresentaram os principais derivados do leite e conduziram uma experiência prática de elaboração de petit suisse, utilizando geleia de morango, açúcar, leite e ricota fresca fornecida pela Laticínios Petry, uma das parceiras da ação.

Além de acompanhar o preparo, os participantes conheceram as características do produto e puderam degustá-lo ao final. “A partir de uma mesma matéria-prima, é possível obter alimentos com características, sabores, texturas e formas de consumo distintas”, destaca Ana Paula.

Para Fabiele, a experiência também teve como diferencial conectar o que os estudantes haviam visto ao longo do percurso pela cadeia do leite com uma atividade prática. “Eles passaram por toda a cadeia produtiva do leite e, no final, chegaram à nossa oficina para conhecer um derivado”, explica.

A experiência aproximou conceitos de processamento e industrialização de situações presentes no cotidiano das crianças e adolescentes, mostrando como o leite pode ganhar novas formas e agregar valor ao longo da cadeia produtiva.

A atividade também reforçou a importância de apresentar às novas gerações as possibilidades de agregação de valor à produção leiteira, aproximando conhecimento, indústria e realidade do campo.

Cultivo e troca de conhecimentos

No Espaço UNITEC, em parceria com o Sindicato Rural de Três de Maio e o Senar-RS, o cooperado Odirlei Costa conduziu a oficina de Produção de Suculentas.

A atividade teve abordagem prática e apresentou aos participantes técnicas de cultivo e produção de suculentas, além do preparo de substratos adequados para cactos, suculentas e rosas do deserto.

Odirlei também compartilhou orientações sobre técnicas de poda de formação para rosas do deserto, proporcionando conhecimentos que podem ser aplicados tanto no cultivo doméstico quanto na produção dessas espécies.

Mais do que ensinar técnicas, a proposta valorizou a troca de experiências entre quem já possui conhecimento na área e quem buscava aprender. “A oficina promoveu a troca de conhecimentos e o incentivo ao cultivo correto dessas espécies”, resume Odirlei.

A atividade reforçou o Espaço UNITEC como um ambiente de aprendizado e aproximação com a comunidade, onde o conhecimento dos cooperados pode ser compartilhado com diferentes públicos.

Mulheres em rede pelo fim da violência

A programação da UNITEC também contemplou uma pauta social. A cooperada Márcia Helonice Herbertz, mestra em Direitos Humanos, coordenou a oficina “Mulheres em Rede: compromisso coletivo pelo fim da violência”, realizada em parceria com o Sindicato Rural de Três de Maio e o Senar-RS.

O encontro promoveu um espaço de diálogo, acolhimento e informação sobre a violência contra a mulher e a importância das redes de proteção.

Mesmo com a chuva, as participantes permaneceram reunidas em círculo para a atividade conduzida pela neuropsicopedagoga Roseli Herpich, que trabalhou com o Círculo da Palavra, inspirado nos princípios da Justiça Restaurativa e da Cultura de Paz.

A proposta criou um ambiente de escuta e partilha, estimulando as participantes a refletirem sobre suas próprias histórias e sobre a importância do encontro e do apoio entre mulheres.

Um dos momentos simbólicos foi o ritual das fitas. Diferentes cores e texturas representaram a diversidade de histórias e experiências. As participantes construíram uma rede coletiva e, ao final, cada mulher levou consigo a fita que simbolizava a sua própria história e também um pedaço da fita de outra participante, levando consigo, simbolicamente, um pouco daquela história.

Na sequência, Márcia apresentou informações e orientações sobre a violência contra a mulher e a rede de proteção, ampliando a reflexão e mostrando caminhos possíveis para buscar apoio.

“Quando uma mulher encontra outra, uma rede pode começar. E nós não estamos mais sozinhas”, destaca Márcia.

Cooperativismo que compartilha conhecimento

A presença da UNITEC na Expo Terneira 2026 mostrou diferentes dimensões da atuação dos seus cooperados. Em espaços e públicos distintos, as atividades tiveram em comum a valorização do conhecimento e sua transformação em oportunidade.

Seja ao apresentar a uma criança como o leite pode chegar à mesa em diferentes formas, ao ensinar técnicas de cultivo ou ao criar um espaço de informação e acolhimento entre mulheres, a cooperativa esteve presente com aquilo que também faz parte de sua essência: pessoas compartilhando saberes e construindo possibilidades coletivamente.

A participação na Expo Terneira reforça, assim, o papel do cooperativismo para além da atividade econômica: como uma forma de aproximar pessoas, estimular a aprendizagem, valorizar conhecimentos e contribuir para uma comunidade mais informada, conectada e participativa.

Josiane Pimentel | Jornalista | MTB 13678/RS  


há 1 semana

Cooperados da Unitec levam conhecimento e inovação à Expointer 2026

Cooperados da Unitec levam conhecimento e inovação à Expointer 2026

A participação de cooperados da Unitec na Expointer 2026 reforçou o protagonismo da assistência técnica e da qualificação profissional desenvolvidas no Rio Grande do Sul. Durante os dez dias de programação, os associados Rodrigo Belebon e Claudiomar França Batista integraram as atividades do Senar-RS, conduzindo oficinas práticas que aproximaram produtores, estudantes e visitantes de tecnologias e manejos voltados à eficiência, à sustentabilidade e ao bem-estar animal.

Realizada de 28 de agosto a 6 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, a 49ª edição da Expointer reuniu milhares de visitantes e consolidou-se, mais uma vez, como um dos principais espaços de difusão de conhecimento e inovação para o agronegócio brasileiro. Nesse cenário, a presença de cooperados da Unitec em uma programação técnica de abrangência estadual representa não apenas o reconhecimento da experiência desses profissionais, mas também a contribuição da cooperativa para o fortalecimento do setor.

Instrutor credenciado do Senar-RS e associado da Unitec, o técnico em agropecuária e adestrador Rodrigo Belebon participou diariamente da Oficina de Cães de Pastoreio, realizada em frente à Casa do Senar. Com duas apresentações por dia, a atividade mostrou ao público como cães da raça Border Collie podem ser importantes aliados no manejo de rebanhos.

Segundo Belebon, a proposta da oficina foi apresentar ao produtor rural uma tecnologia acessível para ser aplicada diretamente nas propriedades.

“A ideia é trazer os cães de trabalho, o Border Collie de trabalho, para mostrar ao produtor rural uma tecnologia para usar na propriedade. Principalmente para manejos calmos, com bem-estar animal e cuidado com o rebanho”, destacou.

Durante as demonstrações, o cooperado explicou que o uso dos cães exige seleção genética e treinamento específico, esclarecendo dúvidas frequentes do público.

“Muitas pessoas acreditam que qualquer cachorro pode desempenhar esse trabalho, mas é preciso genética adequada e preparo para que o animal consiga auxiliar no manejo”, observou.

A oficina despertou grande interesse dos visitantes, que buscaram informações sobre a aplicação prática da técnica nas propriedades rurais. Para Belebon, esse contato direto com o público foi um dos pontos altos da participação na feira.

Também representando a Unitec na programação do Senar-RS, o instrutor técnico Claudiomiro França Batista conduziu oficinas sobre a técnica australiana de tosquia Tally-Hi, método reconhecido internacionalmente pela eficiência e pelo cuidado com os animais.

Esta foi a nona participação de Claudiomiro na Expointer e a segunda como instrutor das oficinas do Senar. As atividades ocorreram diariamente no Pavilhão Internacional, reunindo visitantes de diferentes segmentos.

“É uma experiência muito boa trabalhar junto ao estande do Senar, porque conseguimos atingir o público em geral: desde a indústria, o consumidor e o produtor rural até quem está pensando em entrar na ovinocultura ou no artesanato com lã”, ressaltou.

Durante as apresentações, Claudiomar demonstrou os princípios do método Tally-Hi, que se diferencia por não utilizar a contenção dos animais pelas patas, reduzindo o estresse e melhorando a qualidade do manejo e da lã produzida.

Segundo ele, a oficina também teve o papel de apresentar uma técnica ainda pouco conhecida no Brasil.

“O método australiano Tally-Hi ainda é pouco conhecido e nosso objetivo é levar informação às pessoas, especialmente aos produtores rurais, mostrando seus benefícios e aplicações”, afirmou.

A participação dos cooperados em uma das maiores vitrines do agronegócio brasileiro evidencia a qualidade técnica dos profissionais ligados à Unitec e reforça o papel da cooperativa como promotora de conhecimento, inovação e desenvolvimento no meio rural.

Mais do que representar a cooperativa em um evento de alcance estadual, Rodrigo Belebon e Claudiomar França Batista contribuíram para aproximar o público de práticas que aliam produtividade, bem-estar animal e sustentabilidade, valores cada vez mais presentes no futuro da agropecuária.


há 3 semanas

Parceiros destacam contribuição da UNITEC para o desenvolvimento regional ao celebrar 30 anos

Parceiros destacam contribuição da UNITEC para o desenvolvimento regional ao celebrar 30 anos

A trajetória de 30 anos da UNITEC foi construída não apenas pelos profissionais que integram a cooperativa, mas também por uma ampla rede de parceiros que, ao longo das décadas, participou de projetos, ações e iniciativas voltadas ao desenvolvimento.

Durante o jantar comemorativo dos 30 anos, realizado no último sábado (15), na AABB de Três de Maio, representantes de instituições parceiras destacaram a importância da UNITEC para o município, a região e diferentes setores da economia.

As manifestações revelaram diferentes perspectivas sobre uma mesma trajetória: a de uma cooperativa que nasceu no Noroeste gaúcho, ampliou sua atuação e hoje reúne mais de 200 profissionais com serviços prestados em todo o Brasil.

Para Kleryston Segat, presidente da Sicredi Confiança, a relação entre as duas instituições é marcada por uma parceria construída ao longo do tempo. “A UNITEC tem um modelo inovador. Desejamos vida longa e que venham muitos e muitos associados, muito crescimento para ela.”

Segundo Kleryston, a parceria entre as instituições contribui especialmente para iniciativas voltadas ao desenvolvimento dos produtores. Ele destacou ainda a importância do trabalho desenvolvido pelos profissionais associados e a expectativa de continuidade da cooperação entre as instituições.

Uma relação de mão dupla

A parceria com o SENAR-RS também ocupa um lugar importante na trajetória da UNITEC. Para Cláudio Rocha, chefe da Divisão Técnica da entidade, a relação construída ao longo dos anos é de mão dupla. “Certamente o SENAR tem uma importância muito grande nessa história da UNITEC, mas é uma via de mão dupla. A UNITEC também é fundamental para o desenvolvimento das ações do SENAR.” Cláudio destacou que essa relação existe desde o início e permanece atual, projetando continuidade para os próximos anos.

A parceria com diferentes instituições também foi destacada por Marcelo da Silveira, presidente da FUNCAP. Para ele, a presença da UNITEC no município representa uma contribuição para uma região que possui forte vocação empreendedora. “Ter a UNITEC como associada da FUNCAP desde o início trouxe esse espírito para dentro da FUNCAP também, de buscar desenvolvimento e crescimento.”

Marcelo ressaltou ainda o caráter estratégico da relação entre as instituições e a participação conjunta em discussões relacionadas ao desenvolvimento de Três de Maio e da região.

Da comunidade para o Brasil

A presença da UNITEC também é percebida pelo setor empresarial. Presidente do Sindilojas, Dilson Mireski destacou a trajetória construída coletivamente. “É uma história construída a muitas mãos, uma história que entrega para a comunidade, entrega para as pessoas e conecta muitas ações e muitas coisas boas.”

Para ele, a presença da cooperativa em Três de Maio representa motivo de orgulho não apenas para o município, mas também para o Rio Grande do Sul e para o país.

A relação com o setor produtivo também foi lembrada por Gabriel Ludwig, gerente da Cresol de Três de Maio. Segundo ele, a história da UNITEC representa compromisso, superação e conexão com a vocação rural da região. “A UNITEC simboliza o verdadeiro amor que a nossa região, a nossa comunidade, tem pela atividade rural.”

Gabriel destacou a importância da atuação dos profissionais associados para apoiar produtores e contribuir para a construção de uma comunidade mais próspera.

Uma rede que ajuda a construir os próximos capítulos

As manifestações dos parceiros durante a celebração dos 30 anos reforçaram que a história da UNITEC ultrapassa os limites da própria cooperativa. São relações construídas com instituições financeiras, entidades do setor rural, organizações empresariais, poder público e diferentes segmentos da sociedade.

Ao completar três décadas, a UNITEC chega a um novo momento tendo como parte de seu patrimônio não apenas o crescimento em número de associados e áreas de atuação, mas também a rede de confiança construída ao longo dos anos.

Uma rede que, como demonstraram os depoimentos durante a celebração, continua olhando para frente.

Josiane Pimentel | Jornalista | MTB 13678/RS  


há 4 semanas

Da coragem de começar ao orgulho de chegar aos 30 anos: fundadores relembram a trajetória da UNITEC

Da coragem de começar ao orgulho de chegar aos 30 anos: fundadores relembram a trajetória da UNITEC

Toda história de 30 anos começa com uma decisão.

No caso da UNITEC, a decisão foi tomada em meio a um cenário de incertezas. Em 1996, 28 profissionais que atuavam na área técnica da Cotrimaio decidiram criar uma cooperativa de trabalho para continuar oferecendo seus serviços de forma autônoma e coletiva.

Três décadas depois, alguns dos profissionais que participaram daquele primeiro passo continuam ligados à UNITEC e puderam reencontrar colegas, recordar os primeiros anos e celebrar os frutos daquela escolha durante o jantar de 30 anos da cooperativa, realizado no último sábado (15), em Três de Maio.

Entre eles estava Denilso Rosalvo Zanon, primeiro presidente da UNITEC. Para ele, o resultado alcançado confirma o caráter pioneiro da decisão tomada pelo grupo. “Isso reforça a ideia de pioneirismo, a coragem de desbravar, de criar outras histórias.” Denilso conta que acreditava que a cooperativa poderia ter êxito, mas admite que o crescimento alcançado superou as expectativas.

Hoje, olhando para os próximos 30 anos, ele aponta valores que considera fundamentais para a continuidade da história: seriedade, honestidade, lealdade e compromisso com as pessoas. “É isso que vai fazer a UNITEC prosperar por mais 30, 50 anos: inovando, melhorando e ajudando as pessoas e os seus associados.”

Os primeiros passos

Ari Luiz Benedetti, segundo presidente da UNITEC, também acompanhou de perto os primeiros anos da cooperativa. Quando assumiu a presidência, o grupo ainda era pequeno. Segundo ele, havia a expectativa de chegar a 70 ou 100 associados. A realidade foi muito além. “Não imaginava esse número que nós temos hoje. Realmente foi além da expectativa”, relembra.

Para Benedetti, o crescimento é resultado da dedicação dos associados e da seriedade na prestação dos serviços. “A dedicação de cada um, a seriedade da própria empresa e de cada associado, por isso que ainda nós estamos no mercado.”

Mas a história não foi construída apenas por números. Para ele, a UNITEC também representa uma família profissional formada ao longo das décadas. “Nós criamos nossos filhos, fizemos amigos, companheiros de luta. É gratificante fazer parte da família UNITEC.”

Uma semente que deu frutos

Fábio José Turra, também sócio-fundador e ex-presidente da cooperativa, resume a trajetória a partir da imagem de uma semente. “É muito gratificante saber que a gente começou nessa semente que é a UNITEC e hoje os frutos estamos colhendo.”

Fábio esteve à frente da cooperativa no período de transição entre a longa gestão de Marcelino Colla e a chegada de Izabel à presidência. Em 2023, assumiu a presidência durante o processo de sucessão, antes de Izabel assumir a gestão para o triênio seguinte.

O desejo deixado por ele para o futuro é simples: crescimento, novos profissionais e vida longa à cooperativa.

Uma trajetória feita de continuidade

José Álvaro Pacheco, sócio-fundador e ex-presidente, ocupou a presidência na quarta gestão da UNITEC, entre 2010 e 2012. Para ele, completar 30 anos representa a consolidação de uma história institucional construída sobre confiança, criatividade e segurança. “Trinta anos já é uma história institucionalizada.”

Pacheco também chama atenção para um dos desafios que considera fundamentais para os próximos anos: a sucessão. Segundo ele, a continuidade depende da preparação de novas pessoas para assumir responsabilidades e conduzir a cooperativa. “Nós precisamos de novas pessoas para fazer a gestão da cooperativa, para a continuidade.”

Essa preocupação com a sucessão já fazia parte das discussões da entidade em anos anteriores, quando Pacheco destacava a importância de mesclar integrantes experientes da diretoria com novos associados.

Vinte anos à frente da cooperativa

Entre todos os ex-presidentes, a trajetória de Marcelino Colla ocupa um capítulo particularmente extenso.

Sócio-fundador, engenheiro agrônomo e liderança cooperativista, Colla esteve à frente da UNITEC durante 20 anos, divididos em oito gestões: quatro consecutivas entre 2000 e 2006 e outras quatro entre 2012 e 2023.

Na celebração dos 30 anos, ele resumiu o sentimento de quem ajudou a construir essa história: “Passei 30 anos de história e poder fazer parte dessa história é motivo de muita emoção.” Para Colla, o maior significado da trajetória está nas pessoas e na capacidade de levar conhecimento e informação aos agricultores. “É uma história que merece êxito porque levou o nome de Três de Maio para toda a nossa região, para todo o nosso Estado”, afirmou.

A tecnologia também apareceu em sua reflexão sobre o futuro. Quando a UNITEC foi criada, conceitos como drones na agricultura, agricultura de precisão e inteligência artificial ainda não faziam parte da realidade dos profissionais.

Hoje, segundo ele, os desafios são outros — e exigem que a cooperativa continue acompanhando as transformações do setor e levando conhecimento aos produtores. A trajetória de Colla na presidência terminou em 2023, quando assumiu a vice-presidência da Sicredi Noroeste RS/MG.

Trinta anos e uma história que continua

Paulo Renato Prauchner, também integrante do grupo de fundadores, resume a sensação de quem olha para trás e percebe a dimensão da escolha feita em 1996. “A gente não imaginava quando fundamos a UNITEC toda essa história.” Para ele, o fato de tantos profissionais terem permanecido unidos em torno do mesmo objetivo demonstra que a decisão tomada pelo grupo produziu frutos. 

E essa ideia aparece também na fala de Paulo André Klarmann, outro dos fundadores, que destaca o orgulho de ter participado da construção da cooperativa e de ter acompanhado sua transformação.

Segundo ele, a UNITEC nasceu com 28 colegas e hoje reúne mais de 200 associados, tornando-se uma referência que ultrapassou os limites do município. O olhar para o futuro, para Klarmann, passa pela capacidade de evoluir junto com o mundo e com o campo.

A memória que permanece

A atual presidente, Izabel Cristina Dalemolle, também faz parte do grupo de fundadores. Em 2026, tornou-se a primeira mulher a ocupar a presidência da UNITEC, dando continuidade ao processo sucessório construído pela cooperativa.

Na noite dos 30 anos, ao olhar para os colegas que participaram daquela história, ela resumiu a emoção em uma imagem simples: os cabelos brancos de quem envelheceu junto com a cooperativa. “Eu olhei os cabelos brancos dos meus companheiros, dos meus colegas. Se passaram 30 anos.”

A fala traduz uma das características mais marcantes da trajetória da UNITEC: a permanência das relações.

Alguns fundadores seguiram como associados. Outros ocuparam cargos de liderança. Outros passaram a contribuir em diferentes instituições. Mas a história construída naquele grupo de 28 profissionais permanece como base da cooperativa.

E talvez seja justamente por isso que, três décadas depois, a palavra que mais aparece quando eles falam sobre a UNITEC não seja crescimento.

É continuidade.

 

Josiane Pimentel | Jornalista | MTB 13678/RS