há 3 anos

Associada da Unitec publica cartilha ‘Igualdade de Gênero: Hoje é um novo tempo’

Associada da Unitec publica cartilha ‘Igualdade de Gênero: Hoje é um novo tempo’

A fim de contribuir com políticas públicas que já vêm sendo realizadas em prol da conscientização e prevenção da violência contra a mulher e informar o público masculino e feminino sobre leis que protegem as mulheres e canais de denúncia, bem como refletir sobre os costumes culturais machistas, a pedagoga, especialista em Orientação Educacional e em Educação Infantil e Séries Iniciais e mestranda em Desenvolvimento e Políticas Públicas Cláudia Jussara Harlos Heck publicou uma cartilha intitulada ‘Igualdade de Gênero: Hoje é um novo tempo’.

Cláudia, que é associada da Unitec, explica que a cartilha foi pensada a partir de reflexões e estudos abordados enquanto Mestranda da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) - Campus Cerro Largo, dentro do Componente Curricular Cidades Educadoras, Novas Sociabilidades e Ecoformação. “A produção vai ao encontro de metas do ODS 5/Agenda 2030 e da Lei nº 14.164/21 e é uma política pública de prevenção e conscientização, que visa a igualdade entre homens e mulheres”, destaca.

Segundo ela, o conteúdo, que pode ser acessado e baixado no link https://editorailustracao.com.br/livro/igualdade-de-genero, abre uma possibilidade inovadora de redução e auxílio no combate aos atos de violência contra as mulheres. Junto às leis, é imprescindível o encorajamento das vítimas e conscientização dos agressores. Além disso, a cartilha visa proporcionar um novo olhar em relação à igualdade de gênero e foi pensada em ser inserida em escolas (para alunos acima de 12 anos), CRAS, CREAS, campanhas de prevenção, dentre outros locais necessários.

‘Muitos dos costumes coloniais que discriminam a mulher e que foram estabelecidos pelas culturas persistem até hoje’
A profissional afirma que a prevenção e a conscientização da violência contra a mulher são temas que se encontram permanentemente em pauta nas discussões dos órgãos públicos e de especialistas responsáveis pelas políticas públicas em defesa aos direitos da mulher.

“Muitos dos costumes coloniais que discriminam a mulher e que foram estabelecidos pelas culturas persistem até hoje. A presença do patriarcado deixou resquícios em relação à desigualdade de gênero, sendo este um dos vícios sociais apontados como gerador dos mais diversos tipos de violências cometidos contra mulheres, evidenciando que acontecem com mulheres de todas as classes sociais, idade, raça e cor”, acrescenta.

Cláudia revela que, atualmente, o Brasil conta com muitas leis que protegem as mulheres vítimas de violência, em especial a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06), que garantiu o surgimento de muitas políticas públicas direcionadas para a prevenção e combate da violência contra a mulher e é reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das três melhores legislações do mundo.

“O surgimento desta lei vem contribuindo com as ações para uma sociedade mais justa, capaz de combater os altos índices de violência contra a mulher. Ela é reconhecida pela ONU como uma das três melhores legislações do mundo no quesito proteção às mulheres. Semelhantes a esta impactante lei brasileira surgiram outras leis que visam proteger as mulheres, como Lei Carolina Dieckmann - nº 12.737/12, Lei do Minuto Seguinte - nº 12.845/13, Lei Joana Maranhão - nº 12.650/15, Lei do Feminicídio - nº 13.104/15, e Lei Mariana Ferrer - nº 14.245/21.” 

É fundamental trabalhar o tema nas escolas e inserir ações contínuas em grupos de convivência
Cláudia explica que que a escola é o lugar mais bem preparado para trabalhar este tema transversal, pois a conscientização das futuras gerações em relação ao modo de pensar e agir depende de ações concretizadas hoje.

Recentemente, a Lei nº 14.164/21 fez uma importante alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) Lei nº 9.394/1996, justamente para incluir conteúdo que aborde a prevenção da violência contra a mulher nos currículos da educação básica, instituindo a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher, deixando claro em especial no que consta no Art. 2º incisos: ‘VI - promover a igualdade entre homens e mulheres, de modo a prevenir e a coibir a violência contra a mulher’; e ‘VII - promover a produção e a distribuição de materiais educativos relativos ao combate da violência contra a mulher nas instituições de ensino’.

“O referido tema, ao ser incluído nas escolas, passará automaticamente a ser trabalhado de forma contínua e não apenas de forma pontual. Este fato proporcionará momentos de conscientização que envolverão as famílias e a sociedade em geral”, diz.

Ela reforça que também é de suma importância inserir ações contínuas que abordam orientações e prevenção da violência contra a mulher em grupos de convivência, por exemplo no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Capacitar agentes de saúde também é fundamental, pois o trabalho destes profissionais é realizado diretamente com as famílias do meio rural e urbano, e pode de alguma forma direcionar um olhar mais atento à esta questão, levando informações e conscientização.

“Outra questão importante está direcionada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS nº 5)/Agenda 2030, que visa alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas, basta a adequação e envolvimento de cada país. Focar em novas ações é fundamental. É preciso agir de forma diferente em relação à igualdade de gênero e ao respeito às mulheres. É preciso reaprender o que é certo, esquecendo os tempos em que o patriarcado dominava”, declara.

A violência contra a mulher pode se manifestar de diversas maneiras
Ao contrário do que se pensava em tempos passados, de que a violência era somente a física, hoje, de acordo com a Lei Maria da Penha, está escrito no Art. 5º: ‘Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial’.

De acordo com Cláudia, a violência física é qualquer ato que venha a ferir o corpo da mulher, socos, pontapés, tapas, empurrões, puxões de cabelo, beliscões, mordidas, ferir com arma de fogo, com objetos cortantes, arremessar objetos e sufocar.

A violência psicológica consiste em praticar ações que causem danos psicológicos, como humilhação, chantagem, insulto, isolamento, ridicularização, controle sobre o comportamento da mulher e impedimento de sair.

A violência sexual significa forçar a mulher a presenciar ou participar de relação sexual não desejada, impedir que ela faça uso de métodos contraceptivos, forçá-la a engravidar, abortar ou se prostituir, e retirar o preservativo durante a relação sexual sem o consentimento da outra pessoa, o que pode caracterizar o crime de violação sexual mediante fraude (Art. 215 do Código Penal).

A violência patrimonial consiste na destruição de bens, documentos pessoais, instrumentos de trabalho e recursos econômicos que são necessários para a mulher, e a violência moral é caluniar, difamar ou cometer ofensa contra a vítima.

Registros de violência contra a mulher no Estado são alarmantes
Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública Departamento de Planejamento e Integração Observatório Estadual de Segurança Pública. Indicadores da Violência Contra a Mulher - Lei Maria da Penha - Serviço de Informações Policiais (SIP) / Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (PROCERGS), no período de janeiro a outubro de 2022, os dados são alarmantes.

Foram registrados casos de 89 mulheres vítimas de feminicídio consumado, 199 mulheres vítimas de feminicídio tentado, 24.986 registos de mulheres vítimas de ameaça, 1.932 mulheres vítimas de estupro e 14.415 mulheres vítimas de lesão corporal.

“Estes são os números de casos registrados, mas é extremamente importante refletirmos sobre os casos que não foram denunciados neste período, pois ainda há muito a ser feito para a conscientização da população feminina, para que procurem os canais de denúncia em caso de qualquer tipo de violência”, ressalta Cláudia.

Para a associada da Unitec, o Brasil é um país que avançou muito em relação às leis que protegem as mulheres. Contudo, existe um gargalo. “Precisamos refletir até que ponto as leis são cumpridas, principalmente em municípios de pequeno porte que não possuem órgãos que oferecem serviços especializados de atendimento à mulher e serviços que possuem capacitação e atendem exclusivamente mulheres vítimas de violência, tais como Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), Casas-Abrigo, Casas de Acolhimento Provisório, Núcleos ou Postos de Atendimento à Mulher nas Delegacias Comuns, dentre outros. Muitas mulheres sentem-se constrangidas e privam-se de fazer a denúncia devido à carência destes órgãos.”

Cláudia atua nas áreas de elaboração de projetos sociais, orientação educacional, palestras de orientação social, oficinas de conscientização e prevenção da violência contra a mulher (público feminino e masculino), abordando temas como prevenção da violência contra a mulher/igualdade de gênero; prevenção do bullying nas escolas; prevenção da drogadição e alcoolismo; sustentabilidade; saúde preventiva de bem com a vida; qualidade de vida no meio rural; saúde na terceira idade e programa Mulheres em Campo. Interessados em contratar os serviços podem entrar em contato com a Unitec, pelo telefone/WhatsApp (55) 3535-2052.

Acesse a cartilha aqui!
 

Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Foto: Divulgação


há 3 anos

Novembro Azul: conscientização e prevenção sobre o câncer de próstata

Novembro Azul: conscientização e prevenção sobre o câncer de próstata

A campanha Novembro Azul visa sensibilizar e conscientizar a população masculina em relação aos cuidados com a saúde e prevenção de doenças, especialmente o diagnóstico precoce do câncer de próstata.

Conforme a enfermeira Adriane Kleinpaul, associada da Unitec, há alguns anos o Ministério da Saúde vem se preocupando com a saúde do homem. O câncer de próstata, tipo mais comum entre os homens depois do câncer de pele não melanoma, é a causa de morte de 28,6% da população masculina que desenvolve neoplasias malignas.

No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que indica que, para 2022, são esperados mais de 65 mil novos casos.

Adriane revela que, atualmente, existe uma procura maior pelos exames por parte dos homens, mas ainda muito baixa. “Os homens têm resistência, medo e vergonha. Mas é necessário que pensem na saúde, busquem por cuidados e organizem um horário para fazer os exames de rotina, pois a prevenção ainda é a melhor solução.”

Segundo a profissional, na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas. Quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Na fase avançada, os sintomas são dor óssea, dores ao urinar, vontade de urinar com frequência e presença de sangue na urina e/ou no sêmen.

‘Fazer um check-up é a melhor forma de prevenir doenças e evitar que sejam tratadas apenas em estágios mais avançados’
A enfermeira destaca a importância da realização dos exames precocemente. “Se diagnosticada a doença, que seja de forma precoce, para dar início ao tratamento o quanto antes possível. Por isso, fazer um check-up é a melhor forma de prevenir doenças e evitar que sejam tratadas apenas em estágios mais avançados.”

De acordo com Adriane, é importante que o homem busque por um profissional de saúde habilitado. O urologista é um dos profissionais específicos, mas o paciente pode procurar pelo enfermeiro ou o médico de sua preferência para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao profissional avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico). “Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal”, acrescenta.

Além disso, o homem precisa realizar testes e exames frequentemente, como verificação da pressão arterial, hemograma completo, dosagem da glicemia e do colesterol, testes de urina, atualização da carteira vacinal e verificação do perímetro abdominal e do Índice de Massa Corpórea (IMC).

Cuidar da saúde mental também é fundamental, pois diversos fatores podem causar um desequilíbrio emocional, como responsabilidades familiares, frustrações financeiras e problemas no trabalho. “É preciso entender que a saúde mental é tão importante quanto a saúde física, e que o tratamento é necessário”, alerta Adriane.

Prevenção e cuidados básicos são essenciais para a manutenção da saúde
Entre os fatores de risco para a doença estão histórico familiar de câncer de próstata (pai, irmão e tio), obesidade e etnia: homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer.

Segundo o Inca, uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer e de outras doenças crônicas não-transmissíveis.

Praticar no mínimo 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, identificar e tratar adequadamente hipertensão, diabetes e problemas de colesterol, diminuir o consumo de álcool e não fumar também são hábitos essenciais para a manutenção da saúde e qualidade de vida.

A enfermeira associada da Unitec evidencia que o Ministério da Saúde também está reforçando os cuidados para o câncer de boca. “Na população masculina, este câncer é o quinto tipo mais incidente. Tabagismo, consumo excessivo de álcool, exposição solar sem proteção, infecção pelo vírus HPV e imunossupressão estão entre os fatores de risco para a doença, que normalmente acomete homens com mais de 40 anos. De acordo com o Inca, a estimativa para o triênio 2020 a 2022 é de 11.180 novos casos a cada ano”, finaliza.
 

Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Foto: Jaqueline Grando


há 3 anos

Produção artesanal de conservas de hortaliças proporciona alimentos saudáveis e geração de renda

Produção artesanal de conservas de hortaliças proporciona alimentos saudáveis e geração de renda

Onze participantes aprenderam e se qualificaram sobre métodos de conservação dos alimentos e processamento de hortaliças, bem como produção de conservas, derivados de tomate e temperos, no curso de Processamento de Hortaliças do Senar-RS.

A capacitação ocorreu nos dias 9, 10 e 11 de novembro em Três de Maio, e foi ministrada pela instrutora e associada da Unitec, Izabel Cristina Dalemolle. A profissional explica que o processamento de hortaliças compreende a eliminação das partes não comestíveis, como cascas, talos e sementes, seguidas pelo corte em tamanhos menores, tornando-as prontas para consumo imediato e mantendo sua condição de produto in natura.

Segundo Izabel, há muito tempo o homem procura formas de conservar seus alimentos. A conservação pelo frio, pela salga, pela defumação, pelas fermentações e pela secagem ao sol, embora sejam processos muito antigos, ainda são bastante usados para a preservação de alimentos.

“A conservação de alimentos com qualidade e segurança, independentemente de o processamento ser artesanal ou industrial, baseia-se em três fatores principais: qualidade da matéria-prima, uso de tecnologia adequada e manipulação correta. Na elaboração de conservas vegetais, devem ser tomados todos os cuidados para que o produto final não apresente riscos de deterioração ou perigo à saúde do consumidor. Sendo assim, é de fundamental importância a utilização de matérias-primas de qualidade e a adoção de boas práticas de fabricação (BPF), além da estrita obediência de todas as etapas de elaboração do produto”, destaca a associada da Unitec.

Ela acrescenta que o preparo de conservas caseiras é uma tradição antiga, e incentivar o retorno desta prática resgata a qualidade de vida por meio do consumo de alimentos naturais e saudáveis, sem aditivos químicos. E também é uma forma de aproveitar a abundante variedade de vegetais produzidos nas propriedades. “Outro aspecto a observar é que a comercialização de vegetais processados, frutas e legumes, vem aumentando no mercado brasileiro, pois os consumidores buscam cada vez mais produtos prontos para o consumo devido à praticidade e conveniência.”

O curso de Processamento de Hortaliças foi realizado em parceria com a Secretaria da Mulher e com a Secretaria da Agricultura locais, via Sindicato Rural de Três de Maio. A coordenadora de desenvolvimento agropecuário da Secretaria Municipal de Agricultura, Yandara de Almeida, destaca que é sempre muito gratificante organizar e mobilizar uma turma para todos os cursos que a instrutora Izabel ministra.

“O aproveitamento e o entrosamento das participantes é muito bom, pois elas se dedicam e executam as receitas com atenção às técnicas e truques ensinados. O curso de processamento de hortaliças é a parceria perfeita para a Secretaria de Agricultura, pois sempre vemos nele a oportunidade de as participantes produzirem e comercializarem aquelas hortaliças e legumes que até então eram plantados apenas para subsistência. Os produtos que elas processaram durante o curso foram ‘de encher os olhos’. Esperamos que mais mulheres do campo possam realizar estes cursos e aprender formas de gerar e diversificar renda dentro da propriedade.”

A secretária de Políticas da Mulher, Noemi Marlene Bubanz, além de organizar, também participou da capacitação. Ela diz que conhece o trabalho do Senar-RS há algum tempo. “Após me aposentar, passei a participar dos cursos. Já havia feito alguns, que me ajudaram a conhecer melhores formas de higienização e métodos de conservação, além de técnicas de processamento de compotas, doces em calda e geleias. E isso promove melhorias na produção. Importante destacar o trabalho dos instrutores, sempre competentes e dedicados, especialmente a Izabel, que neste curso de processamento de hortaliças transmitiu os conhecimentos com muito profissionalismo e entusiasmo”, avalia Noemi.
 

Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Fotos: Divulgação


há 3 anos

Como aumentar o faturamento diminuindo perdas em unidades armazenadoras?

Como aumentar o faturamento diminuindo perdas em unidades armazenadoras?

As perdas com o armazenamento de grãos, sejam soja, milho, trigo ou arroz, são uma preocupação genuína do produtor a cada safra. As principais causas que afetam tais perdas nos grãos armazenados são insetos, fungos e suas microtoxinas.

A explicação é do Engenheiro Agrônomo e de Segurança do Trabalho César Moutinho, associado da Unitec. Ele esclarece que a contaminação ocorre durante o processo de produção, ainda na lavoura, durante o armazenamento e também nas etapas de processamento do grão, até chegar à mesa do consumidor.

“Os danos causados por insetos, por exemplo, podem levar à redução da massa dos grãos e da qualidade nutricional, à desclassificação do produto, reduzindo seu valor comercial, favorecendo o desenvolvimento de fungos na massa de grãos. Ou seja, após o aparecimento de insetos no silo, desenvolvem-se fungos, que causam o efeito cascata ao acarretar prejuízos e diminuição de produto por falta de cuidado”, revela.

Moutinho destaca que, para evitar as perdas relacionadas ao armazenamento inadequado da produção, é fundamental que o profissional que atue na área seja treinado, munido de informações e conhecimento. “É essencial que se conheça bem as etapas do processo. Um processo de armazenagem bem conduzido e controlado, deve passar pelo processo de pré-limpeza, secagem, higienização e limpeza, durante e após a operação. Isso faz toda a diferença para evitarmos perda metabólica no grão armazenado e o consequente prejuízo direto ao produtor.”

Visando diminuição de perdas, neste momento com a safra de trigo em andamento, Moutinho está ministrando o curso de secagem e armazenagem de grãos para cooperativas, cerealistas, armazenistas, produtores rurais com unidades próprias e demais empresas.

O treinamento aborda conteúdos como características morfológicas, físico-químicas e fisiológicas dos grãos; ponto de colheita; fatores que afetam a fissura e quebra de grãos; recebimento, determinação de umidade e impurezas, amostragem; umidade: equilíbrio higroscópico, umidade relativa do ar; secagem: conceitos, princípios e métodos; tipos de secadores: fluxo da secagem, aeração; pré-limpeza e práticas de secagem; beneficiamento: importância, limpeza, classificação dos grãos, transportadores, manutenção; armazenamento: fatores que afetam; armazéns convencionais; armazenamento a granel: secagem, limpeza e controle de insetos e roedores e regras de segurança operacional.

Filho de produtor rural, Moutinho atua no setor de secagem e armazenagem de grãos há 43 anos, sendo instrutor do Senar-RS há 22. “É fundamental que o trabalhador faça o acompanhamento diário, monitorando o grão e mantendo cuidados com o silo e/ou armazém no que se refere a goteiras e infiltrações, bem como limpeza e higienização. Isso tudo leva a uma maior qualidade do grão armazenado. São ações inerentes à atividade”, completa Moutinho.

Além disso, ele explica que é necessário conhecimento da atividade para evitar perdas, pois ninguém faz o que desconhece. “O produtor rural deve cuidar dos grãos armazenados tal como um banqueiro cuida de seu cofre”, finaliza.

Interessados em contratar as capacitações de Moutinho podem contatar a Unitec pelo telefone/WhatsApp (55) 3535-2052.
 

Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Foto: Divulgação


há 3 anos

A importância da genética na produção de leite

A importância da genética na produção de leite

Qual a verdadeira importância da genética na produção leiteira atualmente? Para responder esta pergunta, o médico veterinário Marcos Souza de Freitas, associado da Unitec, destaca que é fundamental relembrar os quatro pilares da produção: alimentação, manejo, sanidade e genética.

“Para sustentar a produção, entendemos que os quatro pilares são importes. Todos com seus graus de importância ou impacto na produção. Esta importância ou impacto serão determinantes na produção seguindo a lei de Liebig, também conhecida como ‘Lei dos Mínimos’, ou seja, a produção será determinada com base no menor dos pilares. Ou seja, não adianta termos um excelente ambiente, boa genética e manejo adequado se a sanidade não for bem-feita, tampouco boa sanidade, boa genética, ambiente correto, mas mal manejo”, contextualiza Marcos.

O profissional explica que a atividade leiteira evoluiu muito no mundo e, na região, não foi diferente. “As vacas melhoraram, assim como o manejo, o trato com os animais, equipamentos e, principalmente, o ambiente. Ao confinarmos as vacas leiteiras estamos provendo alimentação - muito mais adequada às suas categorias, em quantidade e qualidade - e muito mais conforto a estes animais, tanto no sentido de conforto térmico quanto acessibilidade à água e ao alimento”, declara.

E associado a isto, aumentaram os custos de produção, como custos de capital investido, depreciação de maquinário e instalações. Entretanto, conforme Marcos, tem-se verificado produções muito maiores nos tambos atuais na região.

“Atualmente, acompanhamos um crescente investimento em propriedades que saem do sistema a pasto com suplementação para sistemas confinados de free-stall ou compost barn. Sem entrar no mérito das motivações, que vão desde a dificuldade com a mão-de-obra ao preço da terra, este é um movimento que acreditamos que deva continuar, cada vez mais intenso”, afirma.

O associado da Unitec diz que a viabilidade de cada sistema é multifatorial, pois pode estar ligada à idade do produtor, sucessão familiar, tamanho da área disponível, capacidade de gerenciamento, e por aí vai. Difícil afirmar qual mais viável, pois existem vários exemplos de produtores bem-sucedidos nos diversos sistemas.

“A genética tornou-se muito mais importante quando colocamos as vacas em sistemas que fornecem mais conforto e bem-estar a elas. Vacas com um baixo nível genético vão expressar pouca produção, mesmo em ambientes excelentes. Vacas com um médio nível genético não conseguirão atingir excelentes produções neste ambiente excelente”, revela o veterinário.

Ele segue, acrescentando que, para o produtor ter excelentes produções, é preciso ter vacas com alto nível genético. “E são estas excelentes produções que darão a sustentabilidade do negócio. Investir em alimentação com híbridos corretos, concentrados balanceados, galpões bem construídos e vacinas adequadas com vacas ruins ou medianas não trarão os resultados esperados”, pontua.

Segundo Marcos, prova de touros, acasalamentos dirigidos, avaliação genômica, controle leiteiro, classificação linear e registros nas associações de raças são instrumentos que permitem a identificação e seleção de animais melhores. “A inseminação artificial, o sêmen sexado, a ultrassonografia, programas de balanceamento de dietas e aplicativos de gerenciamento de rebanho são ferramentas disponíveis para todo produtor hoje em dia. E, sobretudo, uma boa assistência técnica. Devemos evoluir como um todo para o sucesso das propriedades. A evolução parcial pode não nos levar onde queremos chegar”, finaliza.

Marcos é especialista em Bovinocultura de Leite e atua com assistência a produtores de leite desde 1994. Na região desde 2000, trabalhou com produtores associados a uma cooperativa local e atualmente presta esta assistência de forma particular. Produtor de leite desde 2004, hoje conta com um rebanho de 50 vacas em produção, na propriedade onde reside em Santa Rosa, e é associado da Unitec há um ano.
 

Texto: Assessoria de comunicação Unitec
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999
Foto: Divulgação